Vacinação contra a gripe é prorrogada até 22 de junho

Na ação poderá ser vacinada a população dos grupos prioritários: idosos, profissionais da saúde, gestantes, puérperas, crianças com idades entre seis meses e cinco anos, professores e portadores de doenças crônicas

A campanha de vacinação contra a gripe, que terminaria hoje (15), foi prorrogada pelo Ministério da Saúde até 22 de junho devido ao baixo índice de comparecimento, no país 77% do público alvo foi vacinado. Em Rio Preto, a vacinação dos grupos prioritários está em 86,34%, a meta do MS é vacinar 90% dessa população, o equivalente a 54 milhões de brasileiros.

No momento a orientação é de que a vacinação continue entre o grupo prioritário que é composto por idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores em saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas e pessoas privadas de liberdade. Crianças e gestantes são os grupos que registraram menor cobertura vacinal neste ano, assim como ocorreu no ano passado.

“A gente vai continuar vacinando todos os grupos prioritários e assim como o Ministério, aqui em Rio Preto as nossas piores coberturas também são registradas em dois grupos: o de crianças menores de cinco anos e de gestantes”, afirmou Michela Barcelos, gerente de imunização da Secretaria de Saúde do município. Na cidade a cobertura vacinal entre as crianças está em 70,18% e em gestantes 66,98%.

Contudo, no geral, Rio Preto possui uma cobertura vacinal superior a do Estado e também do país. “Rio Preto, apesar dessa baixa cobertura entre crianças e gestantes, de uma maneira geral, tem uma cobertura superior tanto ao Estado quanto ao Ministério da Saúde. É uma cobertura alta, 86% de cobertura geral é muito próximo da meta de 90%, mas o que chama atenção são essas discrepâncias entre alguns grupos”, disse Barcelos.

Desde o início da campanha, em 23 de abril, 42,6 milhões de pessoas foram vacinadas. A região Sudeste é a que possui menor cobertura até agora: 71% do público prioritário foi protegido. Na sequência, estão Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro-Oeste (91,4%). Em estados como Roraima, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul, a baixa cobertura vacinal é ainda mais preocupante. Neles, os percentuais chegam a 53,59%, 57,29%, 70,91% e 77,82%, respectivamente. Apenas Goiás, Amapá e Ceará ultrapassaram a meta de 90%.

Por Priscila CARVALHO

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