Umidade do ar atinge níveis abaixo da média em Rio Preto

Com a estiagem e o tempo seco característicos do inverno, a qualidade do ar fica comprometida e, consequentemente o corpo pode sentir, sofrendo com doenças respiratórias.

No momento, em Rio Preto, o índice de qualidade do ar é considerado moderado e pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas, como tosse seca e cansaço.

Segundo informações do site da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a população rio-pretense está respirando um ar com concentração média diária de 82 microgramas de Material Particulado MP 10 por metro cúbico do ar. Essa concentração está 60% acima do valor guia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 50 microgramas, numa média de 24 horas.

As condições climáticas desta estação são desfavoráveis à dispersão dos poluentes atmosféricos e há mais de 70 dias não chove pela região, sendo que a tendência é o agravamento da situação. Com o aumento das temperaturas médias, a umidade relativa do ar tem caído para valores abaixo de 30%, sendo que o ideal seria acima de 60%.
Diante desta situação, qualquer queima de resíduos sólidos ao ar livre, além de poluir, pode piorar a qualidade do ar e também trazer danos às propriedades e a segurança pública, principalmente nas rodovias.

Dados da Cetesb também apontaram que, por volta das 18h de ontem, a umidade relativa do ar atingiu 27%, com temperatura em mais de 32 graus.

Prevenção é palavra de ordem
De acordo com o médico pneumologista Fabiano Ferrari, neste momento é necessário a conscientização da população, mantendo ações de prevenção para evitar tanto problemas ambientais como doenças respiratórias. “A primeira principal prevenção é evitar colocar queimadas, seguido de uma boa hidratação, aumentando a ingestão de líquidos neste período, evitar ficar exposto ao sol e como o inverno da nossa região é seco e sem umidade, procurar utilizar um umidificador de ar, principalmente em residências onde vivam crianças e idosos, que são os mais afetados nestas condições”, destacou.

O pneumologista explica que neste período, com a queda na qualidade do ar, as mucosas ficam irritadas e ressecadas, favorecendo o acometimento das doenças respiratórias. “Nesta época é comum o aumento das alergias sazonais, asma, gripe e doenças decorrentes de vírus respiratórios. É necessário reforçar o sistema imunológico do paciente e manter uma alimentação saudável e boa hidratação”, concluiu Ferrari.

 

Por Priscila Carvalho

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