Um pedaço de Liverpool em Rio Preto: A Hard Beatles Night acontece hoje

Organizador do evento, Emerson Martini espera continuar levando a obra dos Beatles e também ajudar a quem precisa

Tudo começou em uma viagem em 1998 para Liverpool, quando cinco amigos rio-pretenses conheceram a “Beatles Week”, a semana dedicada aos Beatles, na cidade inglesa. Cinco anos depois, Emerson Martini, 66 anos, um dos organizadores do evento, conseguiu realizar a primeira edição do festival, em Rio Preto, “A Hard Beatles Night”, que na noite deste sábado (8), a partir das 20h30, no Teatro Paulo Moura, chega sua 14ª edição.

A entrada para celebrar a noite dedicada ao “Fab For” é um pacote de arroz de 5kg, que pode ser trocado nos supermercados Atacadão, na Vila Ercília, no Wal-Mart, na avenida José Munia, ou no Super Mufato, na avenida Juscelino Kubistchek. Também no Teatro Paulo Moura haverá o ponto de troca. Toda a arrecadação será feita para o fundo de solidariedade da PM

Cartaz da 14ª edição do festival, que acontece neste sábado, no Teatro Paulo Moura
Cartaz da 14ª edição do festival, que acontece neste sábado, no Teatro Paulo Moura

Inspirado em dos filmes dos garotos de Liverpool, o festival nasceu de um desejo de Emerson e seus amigos. “Uma brincadeira entre amigos, que começou a tomar vida. Tivemos épocas de três dias de festivais”, relembra Emerson ao comentar sobre o “A Hard Beatles Night”.

Para a 14ª edição, a banda convidada é a The Beetles One, da cidade de São Carlos, e que já se apresentou várias vezes em Liverpool. Sobre o significado do festival, Emerson diz: “Entre outubro de 1962/63 eles estouraram e nunca mais deixaram de fazer sucesso. Não só pela capacidade de cada elemento, mas também por suas composições. Então, pelo trabalho dos Beatles que damos continuidade. É uma verdadeira obra”, afirma o beatlemaníaco, explicando também o lado social do evento.

“Eu vi que essa reunião também era uma maneira de ajudar as pessoas. Conseguimos arrecadar mil sacos de arroz, o que dá em torno de quatro a cinco toneladas”, diz.

Colecionador, Emerson Martini possuí réplicas de guitarras, discos e até miniaturas da banda
Colecionador, Emerson Martini possuí réplicas de guitarras, discos e até miniaturas da banda

BEATLEMANÍACO

Com mais de 500 discos, nas versões inglesas e americanas, centenas de CDs, compactos e objetos que remetem a John, Paul, George e Ringo, Emerson Martini respira Beatles dentro de sua casa. Réplicas de guitarras e também do tradicional baixo de Paul McCartney, e até uma banda para homenagear os Beatles ele já montou.

“Nossa banda chamava 2ª Época. Tocamos muito, sempre inspirado nos Beatles. Já nos apresentamos no festival, mas faz dois anos que estamos parados. Sinto saudade de tocar de novo com os rapazes”, afirmou o engenheiro aposentado.

Emerson mostra um dos primeiros álbuns da carreira dos Beatles
Emerson mostra um dos primeiros álbuns da carreira dos Beatles

Com cada detalhe da trajetória do quarteto fantástico na ponta da língua, o aposentado relembra o começo da carreira da banda, a rejeição de algumas gravadoras norte-americanas, que vieram a se arrepender, e o sucesso até hoje, que influenciou toda uma geração.

“A minha geração se dedicou ao inglês para entender o que os Beatles faziam. Aprendi a tocar violão e falar inglês por conta deles. Para o beatlemaníaco o sonho é conhecer Liverpool. Lá você entende todos os significados das letras e o que eles queriam dizer, porque eles interpretavam o cotidiano deles”, explicou Emerson, que prefere não escolher apenas uma canção como preferida.

“Difícil escolher apenas uma música. Gosto de “In my life”, mas é difícil escolher apenas uma”, finaliza.

Por Marcelo Schaffauser

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