Trote causa transtornos em Rio Preto

Traile do falso trote

Apesar do alerta da policia Militar à população, os trotes continuam acontecendo na cidade. Quem pratica esse tipo de ‘’brincadeira’’ irresponsável comete crime, pois viola de forma direta o artigo 340 do código penal

Uma brincadeira de mau gosto e velha conhecida da polícia causou transtornos e deslocou cinco viaturas da Guarda Municipal para um falso assalto, na noite da última quarta-feira.

Funcionário de um trailer localizado na rua Luis Vaz de Camões esquina com avenida Comendador Vicente Filizola, próximo ao Hospital Beneficência Portuguesa acionou a Guarda para comunicar um assalto em andamento.

‘’Isso é preocupante demais. Deslocamos cinco viaturas até o local, por medo de represálias, já que o mesmo havia dito que o ladrão estava sendo detido por populares no local’’, comentou Vitor Cornachioni, coordenador operacional da Guarda Civil Municipal.

A equipe chegou ao comércio e o funcionário se mostrou surpreso com a  presença dos guardas, negando que algo de errado estava acontecendo, e que nenhum assalto tinha acontecido. Na hora da identificação ele cometeu outro crime: de falsa identidade, já que mentiu seu verdadeiro nome.

Ao comentar que já tinha chamado a Polícia Militar inúmeras vezes e nunca tinha sido atendido, a equipe desconfiou da atitude. O agente da guarda adicionou o número do celular do rapaz e viu que a foto do whatsapp era do homem que atendeu a equipe no trailer.

“Foi quando a equipe descobriu que o rapaz já tinha passagens por roubo e tráfico de drogas. Voltamos ao local e questionamos o homem, que acabou confessando a autoria das ligações. Foi aí que o levamos para a delegacia”, comentou o coordenador.

Já na delegacia o rapaz pediu desculpas ao delegado e as equipes sem explicar o porquê da atitude. Lá o homem foi identificado como L.L.G., 30 anos. A nossa equipe esteve no local da ocorrência e o homem preferiu não comentar o assunto.

Segundo a Policia Militar, três mil ligações são recebidas por dia pelo Copom através do 190. Deste total, 5% correspondentes a trotes.

“Isso prejudica a população, porque deslocamos uma equipe para atender uma ocorrência que não existe. Enquanto isso, outras pessoas podem estar realmente precisando de ajuda. É preciso conscientização por parte da sociedade que é a maior prejudicada”, acrescenta Cornachioni.

Após a elaboração do boletim de ocorrência o homem foi ouvido e liberado. O caso foi registrado como falsa comunicação de crime e falsa identidade.

Por Jaqueline Barros e colaboração Chiara Gélio

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