Troca de tiros na Murchid: Polícia realiza segunda reconstituição do caso

Outras três testemunhas, vítima e autor dos disparos participaram dessa segunda parte

Por cerca de duas horas, a Polícia Civil realizou na tarde de terça-feira (24), a segunda reconstituição da troca de tiros que resultou na morte do perito Eduardo Teixeira Moreno, 27. O fato aconteceu no dia 02 de fevereiro, em frente a um bar na Avenida Murchid Homsi, em Rio Preto. As duas reconstituições realizadas pela polícia serão utilizadas para definir se o policial militar, Luiz Carlos Fragoso, 52, autor dos disparos, agiu em legítima defesa.

Nesta segunda parte participaram três testemunhas que estavam no local no dia do ocorrido, o policial militar e o bancário Fábio Renato da Silva, 48, que foi atingido por dois disparos feitos pelo perito. Com isso, o bancário teve uma fratura na tíbia, encurtamento da perna e deve passar por outra cirurgia no próximo mês.

Dhoje Interior

De acordo com o delegado da DIG, Wander Solgon, foram necessárias duas reconstituições, pois algumas testemunhas são protegidas pela Justiça e não podem ter contato com autor e vítima. “Existem algumas divergências entre os depoimentos das testemunhas, o que é até normal devido à emoção, medo e susto. Agora elas apontando o que viram e a confrontação com o que perito viu no dia em que esteve aqui, isso é bastante interessante para a gente apurar o que aconteceu”, afirmou Solgon.

O policial militar, Luiz Carlos Fragoso, alega legítima defesa e segue em liberdade. No dia seguinte após o crime, ele passou por audiência de custódia, mas foi liberado e no momento responde em liberdade. “O inquérito tem a função de averiguar se essa legítima defesa ocorreu ou não. Esse laudo pericial que vai ser elaborado hoje é bastante fundamental. Ele vai ser comparado com as testemunhas e exames periciais nas armas”, disse o delegado.

Segundo o bancário Fábio Renato da Silva, tudo começou após o perito começar a acelerar a moto em frente ao estabelecimento. Os clientes aplaudiram em tom de deboche tal atitude. Silva comenta que o perito começou a ofender os clientes com palavras de baixo calão e ele interveio na situação. Como também passou a ser ofendido, o bancário acabou brigando com o perito. “Ele acabou efetuando o primeiro disparo que pegou na minha perna. Eu caí e ele me chutou agressivamente no abdômen, nuca, costas, várias vezes, quando eu ouvi mais dois disparos e um acabou afetando o meu peito, já caído no chão”, relembrou.

Para o bancário, reviver esse dia é algo muito difícil. “É bem difícil a gente reviver momentos como esse, mas é importante para que se possam apurar os fatos como realmente aconteceram, para que a polícia termine essa investigação, porque é algo traumático e doloroso para todas as partes”, finalizou Silva.

Por Priscila CARVALHO