Trânsito violento: acidente aumenta 87% em Rio Preto

Foto Comunicação Social da PRF

A cidade de São José do Rio Preto está na contramão em relação aos dados de redução de acidentes registrados em outras municípios pertencentes ao estado de São Paulo.

O aumento expressivo de 87% alerta motoristas. Em contrapartida, pelo segundo ano consecutivo, o Governo do Estado de São Paulo reduziu, por meio de ações do Detran, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, e do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, o número de acidentes com mortes nas vias paulistas.

No ano passado, foram 5.645 registros, contra 5.727 em 2016 e 6.066 em 2015. A queda nesse período foi de 6,9%.

Os acidentes de trânsito são a maior causa de mortes no Estado. Para tentar mudar essa realidade, em 2015, foi criado o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito unindo dez Secretarias Estaduais, Prefeituras e Sociedade Civil, além do Detran.

O Movimento Paulista tem como objetivo reduzir o número de vítimas fatais com base em fundamentos estratégicos da Organização das Nações Unidas, a ONU. Foram criadas duas ferramentas inovadoras para prevenir acidentes nos locais e horários de maior risco: o Infosiga SP, banco de dados inédito com perfil da vítima e do acidente e tipo de veículo, e o Infomapa SP, que traz a posição geográfica das ocorrências com vítimas fatais no Estado. O resultado: menos mortes no trânsito pelo segundo ano seguido.

Desde 2016, o Detran assinou convênios com 104 prefeituras para repassar, por meio do Movimento Paulista, R$ 110,5 milhões arrecadados com multas para serem utilizados em melhorias em infraestrutura, sinalização e programas de educação.

Em Rio Preto, o número de acidentes aumentou em 87%, de acordo com dados da Apatru, Associação Preventiva de Acidentes e Assistência as Vítimas de Trânsito. “Em janeiro do ano passado foram 77 acidentes com vítimas graves e no mesmo período de 2018, já foram 144 pessoas feridas. Apesar dos números estaduais estarem baixando, Rio Preto está na contramão”, explicou Alex Cardoso, presidente da Apatru.

Ainda de acordo com Cardoso, a melhor forma de prevenção é a educação. “Nós estamos trabalhando com educação entre crianças e jovens, que serão nossos futuros motoristas. A gente acredita que eles vão mudar o trânsito da cidade”, acrescentou.

“Nós temos que pensar no trânsito também como prioridade. Uma vítima de trânsito é prejuízo para a saúde pública, por exemplo. Mesmo que seja um autônomo, a vítima é atendida pelo sistema público de saúde. Investir em educação no trânsito é reduzir gastos e deve ser pensado em primeiro lugar”, disse o presidente.

 

Por Bia MENEGILDO

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