‘Traição Pública”, diz prefeito Flávio de Jales sobre ex-servidora presa na Farra do Tesouro

O prefeito de Jales-SP (a 148 km de Rio Preto) nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (01) reuniu-se com a imprensa, e considerou uma ‘traição pública’ o episódio envolvendo a ex-tesoureira do próprio governo, Érica Cristina Carpi Oliveira, investigada na operação Farra do Tesouro da PF (Polícia Federal).

Deflagrada na terça 50 policiais cumpriram 18 mandados entres eles de prisão temporária e de buscas em diversas residências de secretários municipais, todos autorizados pela 5º Vara Estadual de Jales. O desvio de verbas teria provocado um prejuízo equivalente ao total de quase R$ 10 milhões para os cofres do município.

Além da ex-servidora exonerada pelo prefeito Flávio Prandi Franco eleito na campanha de 2016 pelo Democratas (DEM), “Existe uma preocupação do poder público muito grande para esclarecermos o mais rápido possível, tomemos todas as nossas iniciativas já no dia de ontem inclusive com os cancelamentos de todas as senhas das contas, nesse momento difícil da administração a gente tenha a tranquilidade para poder recuperar tudo isso que foi feito ao nosso município”, disse o prefeito Prandi ‘sem’ entender o tamanho dos desfalques.

Ele não adiantou novas informações sobre possíveis desdobramentos da investigação concentrada na sede da polícia federal de Jales, contou rapidamente que esteve com o delegado e que uma sindicância será aberta paralelamente aos levantamentos da PF.

Objetivo é descobrir se há outras pessoas da prefeitura envolvidas na atuação do bando, basicamente o cargo de tesoureiro na administração pública é movimentar contas e fazer pagamentos. “Uma confiança de uma servidora que vinha a muitos anos na prefeitura passou por quatro prefeitos iniciou na administração como guarda mirim”.

A reportagem do DHOJE não consegui localizar o contato da defesa de Cristina e o espaço continua aberto para manifestações.

Uma parte dos recursos desviados, segundo os apontamentos da polícia destinava-se aos pagamentos de gastos com tratamentos de estética e aumento ilícito do patrimônio da família. Entre os endereços dos treze mandados de busca e apreensão fica a empresa que pertence ao marido de Carpi, que mandou beijos e deu tchau quando deixava delegacia vigiada pelos policiais durante a operação.

Maria Aparecida Moreira Martins, que atuava na pasta responsável pela saúde do povo Jalesense, também recebeu a visita dos agentes. Procurado via telefone o presidente do Legislativo Municipal Vagner Selis não estava em seu gabinete.

O esposo e o cunhado da diretora financeira também receberam voz de prisão e não informações se continuam encarcerados, ela trabalhava na prefeitura há treze anos sem concurso público.

“Realmente é uma vergonha pessoas que trabalham na prefeitura, ao invés de ajudar a população um cadeirante que não consegue sair na rua com a sua cadeira por correr o risco de cair dentro de um buraco, acessibilidade zero para pessoas com deficiência no Jardim do Bosque”, opinou sobre a história a estudante Rose Gonçalves no Facebook.

DA REPORTAGEM:

Colaborou: Guilherme Ramos, às 14h37.

 

 

 

 

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