Tráfico internacional usa catadora de Rio Preto como ‘laranja’

A polícia apreendeu duas aeronaves em Jundiaí. Uma delas estava no nome da catadora de recicláveis (Foto: Polícia Civil)

 

Uma catadora de recicláveis de Rio Preto teve seu nome envolvido em um esquema de tráfico internacional de drogas, que é investigado pela Polícia Civil.  Criminosos usaram o nome dela para comprar um avião avaliado em R$ 12 milhões.

A investigação, que corre pela cidade de Americana desde 2017, já prendeu 11 pessoas e apreendeu oito aeronaves, sendo uma em Birigui, um em Sorocaba, dois em Jundiaí e duas em Americana.

A moradora de Rio Preto teve os dados usados para que fosse aberta uma empresa com firma em cartório com dados modificados. A mulher, que não teve idade e nome divulgados, mora de aluguel e tem passagens por furtos de fio, já foi flagrada tentando entrar com um celular em uma cadeia e vive com a renda de materiais recicláveis.

A aeronave que tinha o nome da catadora de recicláveis foi comprada no estado do Mato Grosso e foi localizada em Jundiaí.

De acordo com as investigações da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana, o esquema era comandado por piloto brasileiro, com nacionalidade paraguaia, e que alugava um hangar em um aeroclube de Americana.

Como no caso da moradora de Rio Preto, algumas aeronaves apreendidas estavam em nomes de laranjas. Porém, algumas pessoas recebiam valores do tráfico para registar os aviões em seus nomes.

A investigação continua para localizar e apreende outras aeronaves que seriam usadas para o tráfico internacional de drogas.

Vinicius LOPES

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