“Toda pandemia termina em uma grande crise econômica”, diz Rodrigo Garcia

O vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) disse neste sábado, dia 27, que é impossível fugir de uma crise econômica quando se tem uma grande pandemia. “Devido a guerra narrativa que aconteceu no Brasil, fez com que parte da população tivesse dúvida se a quarentena fosse o melhor caminho. Se as consequências econômicas não seriam maiores do que a questão de saúde, pois ainda não se tinha muitas referências mundiais sobre a pandemia no começo de abril. Mas depois observamos que estávamos certo sobre o exemplo de que toda pandemia termina em uma grande crise econômica, é impossível não ser assim”, afirma.

Segundo ele, só existe dois caminhos a seguir numa situação em que estamos vivendo, agir com negacionismo, de que nada precisa ser feito em que muitas vidas serão perdidas e pessoas ficarão doentes, ou o caminho que grandes potências fizeram. “Observamos as referências mundiais e entendemos que o ideal seria enfrentar o vírus com o menor custo social, já que no final teríamos uma crise e os óbitos sendo evitados. Foi esse caminho que São Paulo adotou, a preservação das vidas e temos referências claras em que estávamos certos.”

Dhoje Interior

Em depoimento ele cita o exemplo dois países europeus, em que um adotou o isolamento social e a outra não. “Agora vou dar um pequeno exemplo de países que podem ser comparados, a Dinamarca e a Suécia, um vizinho do outro, praticamente, população semelhante, qualidade de vida semelhante. Um negando e dizendo que nada precisava ser feito. O outro, lockdown, preservando vidas. Qual é a conclusão desses dois países para a gente não ficar em outras comparações. Nos dois tiveram crise econômica afetada em cerca de 30%, mas a Dinamarca com cinco vezes mais preservação e vidas do que a Suécia”.

Ele afirma que João Dória teve coragem ao dizer preservaria as vidas e, por isso, o Estado de São Paulo entraria em quarentena. Garcia ainda diz que a expectativa é que os números do Covid-19 comecem abaixar entre o final de julho e agosto. “Depois disso, se olharmos que o interior está com um atraso de 3 a 4 semanas em relação a Capitão, podemos dizer que no final de julho e agosto, os números comecem a diminuir, como aconteceu com São Paulo.”

Para o vice-governador, as escolas só serão liberadas assim que tiver na fase amarela, a partir de setembro. “Não podemos liberar e depois termos que parar novamente.”.

O Governo de São Paulo também assinou uma carta ao ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para a compra de medicamentos necessários para combater o Covid-19.

 

Retomada econômica será divulgada em agosto

Garcia afirma que o Governo já tem o plano para ajudar na crise econômica que vai assolar o País em breve. “O governador João Dória desde o início da pandemia criou um grupo de economistas renomados do Brasil, com a coordenação da economista Ana Carla Abrão, com a presença de outros grandes especialistas em economia para justamente avaliar os impactos e começar um plano de retomada econômica.”

Ele afirmou que o Secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, deve anunciar em agosto as medidas para ajudar na economia. “O plano está sendo feito, então desde o começo da pandemia não se existiu um conflito entre saúde e economia, e sim uma busca de conciliação. E agora Meirelles vai apresentar esse plano que tem um tripé básico, dentro do Estado cortes possíveis de serem feitos já que ainda temos investimentos para serem feitos. Para fora do Estado de São Paulo, a criação de um ambiente mais competitivo, que premia a eficiência e a inovação e também o reforço do nosso programa de concessão e privatização que não parou nesse período, mas deve ser acelerado nos próximos dois anos.”

por Franklin CATAN