Teste do Pezinho oferece diagnóstico de seis doenças

Neste sábado, dia 6 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. O exame é um dos mais importantes que é realizado em recém-nascidos, sendo possível através dele diagnosticar de seis (na versão básica) até 48 tipos de doenças (na versão super, a mais avançada). Fácil e rápido de ser feito, o teste é obrigatório e deve ser feito até o quinto dia de vida do bebê.

A estilista Fabiela Barreto Hortêncio, 33 anos, teve um filho durante o mês de abril deste ano e providenciou o teste para o pequeno Jonas. “Optamos por fazem um parto planejado domiciliar em meio a pandemia. A equipe que estava conosco me instruiu sobre as primeiras vacinas e em seguida contratamos uma equipe para vir até em casa efetuar o Teste do Pezinho. O exame foi feito com toda segurança, para que a gente não tivesse que sair de casa com ele. Foi simples e rápido, ele chorou um pouquinho, mas sabemos da importância desse teste”, afirmou.

Dhoje Interior

A pediatra do Hospital de Base, Gabriella Mazeti Faria, falou sobre os benefícios do exame e o motivo da coleta se sangue ser realizado no pé do bebê. “O sangue é colhido no pé porque é a parte do corpo mais indolor para o recém-nascido. Esse exame pode ser coletado em outras partes do corpo, mas geralmente é feito nos pés para que o bebê sinta menos dor. O teste básico detecta seis doenças, sendo as principais delas a fibrose cística, que afeta o pulmão e pode gerar problemas respiratórios, e o hipotireoidismo, que pode prejudicar o desenvolvimento mental da criança”, explicou.

Além das doenças citadas pela pediatra, o Teste do Pezinho também detecta a fenilcetonúria, a falciforme, a hiperplastia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. Gabriella também explicou que o teste só pode ser feito após o bebê ser amamentado pela primeira vez.

O Teste do Pezinho é um dos exames obrigatórios para todos os recém-nascidos no Brasil, sendo gratuito na rede pública de saúde. Outros exames obrigatórios são o Teste do Olhinho e da Orelhinha.

Por Vinicius LIMA