Tereos apresenta novo sistema de monitoramento de combate a incêndios

Funcionários fazem simulação de combate ao fogo durante visita técnica (Foto: Ygor Andrade)

Com o início da temporada de seca no Sudeste o aumento de incêndios em áreas de riscos, como matas, canaviais e beira de estrada aumentam. O setor sucroenergético entra neste fator de risco uma vez que os incêndios nos canaviais trazem prejuízos para o meio ambiente e às usinas.

Com isso, a Usina Tereos Açúcar & Energia Brasil elaborou um programa de prevenção e combate a incêndios, sendo pioneira no uso de sistema de monitoramento por satélite que foi desenvolvido em parceria com a GMG Ambiental, a maior rede de monitoramento por satélite do Brasil. O novo sistema foi apresentado à imprensa na manhã desta quinta-feira (11), na sede da Unidade Cruz Alta, em Olímpia.

Jô Elias, gerente de Comunicação, e o gerente de Meio Ambiente Corporativo, André Tebalt, fizeram uma apresentação das ações que têm sido tomadas pela empresa para garantir que queimadas aconteçam, sejam elas de maneira criminosa ou não intencional.
Um dos projetos da Usina, por exemplo, é a campanha ‘Incêndios’ (confira o vídeo da campanha no site www.dhojeinterior.com.br). A campanha tem como objetivo conscientizar a comunidade e os motoristas que trafegam na área de abrangência das sete unidades. Através de meios de comunicação que chamem a atenção da população sobre como evitar os focos como em áreas verdes e beiras de estradas.

Além disso, o novo sistema de monitoramento elaborado pela empresa e a parceira GMG Ambiental também foi apresentado pelos anfitriões. O sistema é o ORION, sigla para Observed Remote Information from Orbital Navigation, um sistema que utiliza satélites detectando os focos de incêndios. Esta ação facilita à empresa direcionar as equipes mais próximas até o local antes que as chamas se espalhem. O sistema foi testado na safra 2017/18 e colocado em operação em 2018/19.

André Tebalt, responsável por supervisionar o novo sistema, explica a importância do uso dessa tecnologia no combate aos incêndios. “Essa tecnologia que desenvolvemos junto com a nossa parceira GMG Ambiental é o monitoramento de todas as nossas áreas canaviais por imagem de satélite. Hoje nós recebemos a contribuição de 13 satélites que são vinculados a empresas governamentais americanas, como a NASA e da agência meteorológica norte-americana. Nós conseguimos identificar o início desse foco de incêndio em todas as áreas. Esse sistema é importante porque às vezes as pessoas não conseguem ver a olho nu, então a imagem de satélite mostra com maior assertividade nos tornando mais eficazes no combate uma vez que identificamos mais rapidamente esse foco”, destacou.

Na atual safra (2018/19) a empresa conseguiu uma redução de 50% de área incendiada. Com uma diminuição de 22% nas chuvas na região noroeste de São Paulo, esse resultado se mostra ainda mais expressivo. Além da redução de 50%, foi registrada uma queda no volume de cana incendiada em 38%, e 19% menos focos no mesmo período, comparado com a safra anterior.

SIMULAÇÃO

Ao final da visita técnica, os jornalistas puderam ver como funciona o combate aos focos de incêndio. Uma simulação foi feita em uma parte controlada da Usina onde dois caminhões pipa, com funcionários equipados, agiram como se estivesse apagando um princípio de incêndio.

“A ideia aqui, é mostrar para vocês que sempre estamos com duas equipes nos locais. O Orion nos mostra onde há fogo, nós enviamos a localização à equipe mais próxima do local que já inicia os primeiros combates à situação”, comentou Tebalt.

Por Ygor Andrade/Isabela Martins

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