TERAPIA E RENDA: Pacientes do Lucy Montoro aprendem a fazer ovos de Páscoa

Faltando menos de um mês para a Páscoa, as confecções dos ovos de chocolate já estão a todo vapor. No Instituto de Reabilitação Lucy Montoro não é diferente, cerca de 20 pacientes estão participando da oficina de confecção da guloseima.

Todo o processo de confecção dos ovos como derreter o chocolate, colocar na forma e embalar, foi realizado na área de Terapia Ocupacional do instituto.

Dhoje Interior

Para realizar as atividades, os pacientes foram divididos em duas turmas, uma no período da manhã e outra à tarde, e contaram com ajuda dos seus terapeutas e uma professora que ensinava toda a parte de preparo dos ovos.

A terapia ocupacional funciona como a prevenção e ao tratamento de pacientes com alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psicomotoras.
A coordenadora do Lucy Montoro, Tatiane Clementino, diz que intenção é ensinar os pacientes a fazerem ovos de páscoa para vender ou para distribuir à família.

“Muitos desses pacientes tinham uma vida ativa e agora por conta de acidente vascular, de trânsito ou qualquer acidente que ocorreu com eles e causaram deficiência física, acabaram perdendo o trabalho, perderam a função no trabalho, então a gente está fazendo com que eles tenham um novo ofício”, contou a coordenadora.

Tatiane completou dizendo que a terapia ocupacional é uma oficina terapêutica e que existem dois pontos importantes dessa iniciativa: trabalhar a atividade motora dos membros superiores dos pacientes, e também a parte social, onde eles podem vender e presentear familiares.
“A terapia ocupacional trabalha os membros superiores, ao derreter o chocolate, fazer a camada do ovo, eles também estão exercitando esses membros”, frisou.

Erica Regina de Faria Queiroz, de 47 anos, uma das pacientes que está realizando a atividade, afirmou achar muito motivacional a terapia. “A gente consegue ter um grau de superação muito maior, uma mobilidade e uma aula de distração fazendo amizade”, ressaltou.

A paciente foi vítima de um atropelamento há seis anos e sofreu esmagamento na medula. Neste ano, ela começou a realizar as terapias no Lucy Montoro. “Me ajuda porque tenho uma dificuldade na mão e aqui a gente está interagindo e é capaz de muito mais. Gosto e faço esse tipo de trabalho para aumentar minha renda, faço sabonete artesanal, chocolate na Páscoa. Trabalho com época”, observou.

Outra paciente que está gostando de confeccionar os ovos de Páscoa é Nilda Aparecida Liceia Raymundo, de 56 anos. “Sempre gostei de cozinha. Fazia bastante bolo para casa, comida, sei fazer bastante comida boa”, salientou Nilda.

Ela sofreu uma esclerose múltipla em 2017 após o marido falecer e, no ano passado, entrou para o Lucy Montoro. “Para mim está sendo muito gratificante tudo”, finalizou.

 

Por Luciano RAMOS