Tenho filho pequeno e engravidei, e agora?..

Hoje abrimos uma série de matérias, que abordam várias dúvidas sobre um assunto muito importante na vida feminina, a gravidez.

O assunto de hoje é gravidez com um curto espaço de tempo. Com certeza você conhece a história de alguma mulher que mesmo com um filho pequeno e engravidou, umas com planejamento, outras não, mas afinal, essa situação é ou não favorável?

Para a psicóloga Mara Lucia Madureira, não existe uma situação favorável, cada gestante tem uma forma diferente de pensar, a profissional explica que dois partos muito próximos não representam, em si, um aumento do risco da gestante apresentar problemas psicológicos, como depressão pós-parto. Mas isso não significa que a mulher não sofra alterações no emocional, humor ou ansiedade, nesse momento a mãe precisa de um amparo ou uma rede de apoio adequada, para conseguir lidar com a demanda dupla de cuidar de bebês.

Danyelle dos Santos, hoje tem 20 anos, seu primeiro filho, veio três meses antes dela se casar, não foi planejado, mas muito amado. Um ano após o nascimento de Jhonatan, Danyelle engravidou do seu segundo filho. A jovem conta que se desesperou quando recebeu a noticia, mas depois, com a ajuda do marido ficou mais tranquila e confiante. Danyelle também diz que não pretende mais engravidar, porém é muito grata por os dois filhos.

“Eu estava prestes há me casar quando engravidei. Eu queria sim ficar gravida, mas depois do casamento, mas hoje sou eternamente grata, por ter ganhado meus dois tesouros, mesmo tão nova”, comenta Santos.

A personalidade da mãe e o comportamento do bebê podem dificultar o sono e aumentar o estresse nos primeiros meses. Porem nada que seja determinante para desencadear uma depressão pôs parto.

“Claro que uma mulher venerável, tem mais chance de apresentar um episódio depressivo com tamanha responsabilidade e demanda afetiva que é o nascimento de um bebê próximo a outro”, explica Madureira.

Mas ter filhos com um curto espaço de tempo pode ter seus benefícios. Segundo Mara Lucia, os filhos crescem próximos, compartilham brinquedos, brincadeiras e experiências, e os pais vivem os sacrifícios de uma vez só, não em duas vezes, em momentos diferentes.

 

Da REPORTAGEM

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