Temporada de turbulência política na Suécia

Foto Divulgação Google

A eleição na Suécia resultou em um empate que prenuncia uma temporada de turbulência política para os suecos. Os sociais-democratas do atual governo de centro-esquerda receberam 28,4 % dos votos, sua pior votação em décadas. O partido moderado, de centro-direita, ficou em segundo lugar, com 19,8%, enquanto a extrema direita dos Democratas Suecos cresceu para 17,6%.

Nenhum dos dois maiores blocos obteve maioria para governar e já avisou que rejeita coligar-se com os ultradireitistas, que basearam sua campanha contra a imigração, sob o lema A Suécia para os Suecos. Os nacionalistas têm raízes neonazistas e antissemitas.

O líder do partido, Jimmie Akesson, discursou ontem (9) à noite, atribuindo-se um triunfo eleitoral que, na verdade, não existiu: seus membros esperavam ao menos 20% dos votos. Houve ganhos em relação à eleição passada, mas não vitória.

Os sete milhões de eleitores suecos deixaram a Suécia, o último bastião liberal da Europa, polarizada e fragmentada, num impasse que retrata o resultado das últimas eleições em alguns outros países europeus, com o crescimento de partidos populistas nacionalistas de direita, como na Áustria e Bulgária. A Alemanha precisou de três meses para formar um governo.

Nesta segunda-feira, o presidente do parlamento vai convocar os líderes mais votados para pedir que formem um governo. Terão quatro chances. Se, ao final, não houver uma coalizão viável, os suecos voltarão às urnas.

*O jornalista Moisés Rabinovici é comentarista da Rádio Nacional e apresentador do programa Um olhar sobre o Mundo, na TV Brasil.

 

Da REDAÇÃO

Fonte: Agência BRASIL

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