Temida, febre maculosa nunca fez vítima humana na cidade

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Assim como os cavalos, as capivaras também são hospedeiras do carrapato estrela, que transmite a febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. O medo da doença, que se não tratada rapidamente pode matar, leva rio-pretenses a defenderem, de tempos em tempos, o extermínio do animal silvestre.

 

Para a médica infectologista pediátrica da Vigilância Epidemiológica, Márcia Wakai, os cuidados devem ser tomados para que as pessoas não sejam picadas pelo carrapato, mas não há motivo para pânico. “Nunca houve um caso de febre maculosa entre humanos em Rio Preto. Não há qualquer registro confirmado”, enfatiza.

 

Segundo a especialista, a transmissão ocorre através da picada do carrapato estrela contaminado com a bactéria. Ao picar e se alimentar do sangue, transmite a bactéria através de sua saliva. Mas é necessário um contato físico, com o carrapato aderido à pele da pessoa, entre quatro a seis horas para que isso aconteça.

 

Ao atravessar a barreira do tecido a bactéria chega ao cérebro, pulmões, coração, fígado, baço, pâncreas e tubo digestivo. O período de incubação varia entre dois dias a duas semanas até que surjam os primeiros sintomas.

De acordo com Márcia, a febre maculosa tem cura, mas seu tratamento deve ser iniciado de imediato com antibióticos. “O diagnóstico médico é fundamental, pois essa doença pode ser confundida com outras moléstias. Se houver demora no atendimento podem surgir complicações graves, como inflamação do cérebro, paralisia, insuficiência respiratória ou renal, colocando a vida do paciente em risco”, conclui.

 

Por DJ

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