TCE encontra irregularidades na distribuição de medicamentos da rede pública na região

Ao todo, 221 municípios foram fiscalizados pelo Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) realizou uma fiscalização para vistoriar o fornecimento, distribuição e controle de medicamentos na rede de saúde em 221 cidades. Mais de 300 agentes visitaram hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), farmácias e almoxarifados. A ação identificou irregularidades em algumas cidades da região.

Em Meridiano, os ficais localizaram medicamentos de alto custo vencidos que já deveriam ter sido descartados. A prefeitura da cidade informou que o medicamento em questão era para o tratamento de pacientes com H1N1, porém nenhum caso da doença foi registrado no município.

Já em Jales, a situação é um pouco mais crítica. No Núcleo Central de Farmácia, os fiscais encontraram papelão em janela, rachaduras em paredes e medicamentos armazenados em porta de geladeira.

A prefeitura do município disse que o Núcleo Central de Saúde está instalado em imóvel alugado e está em construção uma nova unidade, prevista para ser concluída ainda este ano.

Com o fim das obras, a administração espera que sejam resolvidos os problemas estruturais e os demais encontrados pelos agentes.

Itens pessoais foram encontrados misturados ao estoque em uma farmácia municipal de Santa Adélia. A reportagem do DHoje não conseguiu contato com a administração municipal.

Em Urupês, medicamentos controlados foram encontrados em locais de fácil acesso e remédios armazenados em lugares irregulares. A prefeitura da cidade disse que os medicamentos controlados serão colocados em armários fechados com chaves.

Já os remédios guardados em lugares terceirizados serão mantidos em sua embalagem original ou colocados em uma caixa patronizada.

Rachaduras e fiações expostas foram as irregularidades encontradas no prédio onde fica a farmácia de Ariranha. Medicamentos armazenados em locais irregulares também foram encontrados. A prefeitura já providenciou a manutenção no prédio e também fará a compra de caixas próprias para a medicação.

Segundo o TCE, todos os dados que foram coletados serão encaminhados aos conselheiros relatores de processos ligados aos órgãos fiscalizados, que vão decidir quais medidas serão tomadas.

Por Vinícius LOPES

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS