Taxa de mortalidade infantil aumenta em Rio Preto

Um levantamento realizado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) mostra que Rio Preto apresentou um aumento de 30,29% na taxa de mortalidade infantil quando comparados os dados de 2016 com os de 2017, de 7,13 óbitos por mil nascidos vivos passou para 9,29, o que corresponde a 51 óbitos de crianças menores de um ano. A mortalidade neonatal precoce (até seis dias de vida) foi a que registrou a maior taxa, 4,4, enquanto a de pós-natal (28 dias a 11 meses) ficou em 3,1 óbitos por mil nascidos vivos.

Quando levado em consideração os últimos 17 anos (2000/2017), percebe-se que a taxa de mortalidade infantil em Rio Preto oscila bastante. De ano em ano, são observados tanto aumentos como redução. Diante dessa variação, 2004 foi o ano em que a cidade teve a maior taxa de mortalidade infantil, chegou a 13,23 óbitos por mil nascidos vivos. Já o menor foi registrado em 2015, com 6,87.

Dhoje Interior

Apesar do aumento da taxa de mortalidade infantil de 2017 para 2016 na cidade, a taxa é a segunda mais baixa quando levado em consideração os resultados obtidos no ano passado com base nos Departamentos Regionais de Saúde e Municípios (DRS). O de Rio Preto, com 8,2, fica atrás apenas do de Franca que registou a taxa de 8,1 óbitos por mil nascidos vivos. A DRS de Rio Preto apresentou o total de 151 óbitos infantis. Das 101 cidades que fazem parte do departamento, 57 não apresentaram nenhum óbito infantil, é o caso de cidades, como por exemplo, Adolfo, Bady Bassit, Ipiguá e Jaci.

São Paulo

Em 2017, o Estado de São Paulo apresentou a menor taxa de mortalidade infantil desde 1900. No século passado, a taxa tinha altos índices e oscilava de 150 a 250 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos. A partir de 1940, o estado representou anualmente queda contínuas. No ano passado, a taxa de mortalidade infantil ficou em 10,74 óbitos por mil nascidos vivos.

O Estado de São Paulo tem 645 municípios. Desse total, no ano passado, 182 não registraram óbitos infantis, 273 tiveram a taxa de mortalidade maior que a do Estado e 163 municípios apresentaram taxas com apenas um dígito, isto é, inferiores a 10 óbitos por mil nascidos vivos. Os dados foram elaborados pela Fundação Seade com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil de todos os municípios paulistas.

Por Leandro BRITO