Swordplay: o esporte dos fãs da era medieval

Neste sábado (16), acontece às 15h30, na praça do Vivendas, o swordplay, esporte inspirado na era medieval e que vem ganhando cada vez mais adeptos rio-pretenses.
As guerras e batalhas do período medieval são temas de diversos filmes e jogos de videogames. Porém, no mundo todo, existem fãs desse tema, e na década de 70, no Canadá e também na Europa, na mesma época, grupos de pessoas decidiram recriar essas batalhas garantindo a segurança de seus participantes: todos os combatentes usam roupas acolchoadas e as réplicas de elementos como espadas, lanças, bastões e outros instrumentos de combate são revestidos de espuma. Como todo esporte, tem regras bem definidas, inspiradas na esgrima e até juízes.
Há 10 anos são organizadas batalhas de swordplay em Rio Preto, o grupo Batalha Recreativa promove eventos que aliam esportes e lazer para todas as idades e foi criado justamente para organizar uma Batalha de Swordplay. Hoje esse grupo desenvolve diversas atividades com o intuito de promover de forma independente atividades eventos que alia esporte e lazer. O grupo é formado por profissionais de Educação Física e entusiastas do esporte. “O Swordplay é uma atividade bem lúdica, que tráz seu praticante ao ar livre, com o propósito de realmente brincar, porém trabalha todos os grupos musculares, além de ser excelente como treino cardio e também exercitar a motricidade”, diz Leandro Warick, educador físico e integrante do Grupo Batalha Recreativa.
Apesar de estar muito ligado ao lúdico, o swordplay traz diversos benefícios aos praticantes. Deve ser praticado preferencialmente ao ar livre, em praças, campos ou parques e pode ter intensidades diferentes, do leve ao moderado. Presente no Brasil desde o ano 2000, o esporte ganhou mais praticantes por aqui, em meados de 2016, através de um grupo de amigos de Manaus, que formou uma liga formal do esporte com vários clãs, o que seriam os times do swordplay.

As Regras

A força física não é o importante no swordplay, os combates são baseados em toques. Destreza é a palavra da vez neste esporte. O uso de força pode além de machucar os participantes, danificar os equipamentos utilizados para sua prática. Outra característica interessante deste esporte é estimular a honra entre seus participantes. Geralmente, os praticantes já bem adaptados com as regras do jogo são estimulados a reconhecer quando são atingidos e perderam a batalha.
Cabeça, pescoço, virilha, peitoral (em combatentes femininas) são áreas proibidas, não pontuam caso sejam atingidas e podem, inclusive, desclassificar o oponente. Mãos e pés são áreas neutras, ou seja, não pontuam caso sejam atingidas. Braços, pernas, tronco e costas são as áreas válidas e que devem ser atingidas com o toque do oponente para pontuar.
Segundo Leandro Warick, educador físico e organizador de batalhas de swordplay em Rio Preto, o esporte apresenta inúmeros benefícios aos participantes: “Como se trata de uma batalha lúdica, é bastante apreciada principalmente por crianças e adolescentes que precisam de estímulos para seu desenvolvimento motor, aguça a visão, audição e o tato, desenvolve a agilidade de pensamento e reflexos, estimula a concentração e flexibilidade”, explica. Ele diz ainda que o desenvolvimento da criatividade é outro fator a favor desta atividade.

Dhoje Interior

“A imaginação está em funcionamento pleno durante a batalha, faz com que o praticante realmente se imagine numa época diferente, como a que assistimos nos filmes”.

Ainda segundo Leandro, são muitas sensações e reações, praticamente instantâneas, que fazem com que os praticantes estimulem simultaneamente, os dois hemisférios cerebrais na mesma intensidade o que é excelente para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Para participar do evento a inscrição pode ser feita na hora, o valor é de R$ 10.

Por: Mariane DIAS – redação jornal DHoje Interior