SuperHype – Comunicação não-violenta na educação parental

A coach Viviane Ribeiro também desenvolveu uma metodologia intitulada Maternagem de Mães, que é baseada em ferramentas de desenvolvimento humano e comunicação não-violenta. Mais informações em www.coachingmaterno.com.br

“Engole o choro”, “Isso não foi nada”, “Calma, nem doeu”. Você ouviu isso quando criança? Já se pegou repetindo essas frases na vida adulta?

A nossa comunicação pode ser repleta de padrões violentos que sequer conseguimos identificar porque só replicamos o que escutamos a vida inteira. É comum negarmos as necessidades e dores do outro como forma de contornarmos situações desafiadoras e até mesmo passarmos por cima das nossas próprias aflições como se isso realmente fosse possível.

Viviane Ribeiro, criadora da metodologia de criação consciente, conta que repetimos esses comportamentos em nossas relações familiares, no trabalho, nos momentos de lazer, em nossos namoros e casamentos e, claro, com as crianças. “Praticando essas pequenas violências cotidianas ensinamos aos pequenos que o que sentem é inadequado e que para se adaptarem precisam romper limites internos, como nós, adultos, estamos acostumados a fazer. Mas não queremos isso para os nossos filhos, certo?”, destaca.

Outro padrão de comunicação considerado violento: “Eu te bati porque te amo e você precisa aprender”. Essa frase já foi vivenciada por muitas pessoas que passaram a associar aprendizado com dor. E pior: amor com violência. “Isso não significa que todos que escutam algo parecido na infância entrarão em relacionamentos abusivos ou que tudo está perdido. Quando se tornam conscientes, os padrões podem ser modificados”, pontua.

Seguindo esse raciocínio, a educadora e o marido, Diego Marques, fundaram o Instituto TeApoio, que oferece atendimentos individuais e em grupos, cursos, formações e imersões voltados para educação parental. Entre os temas abordados pelas aulas desenvolvidas estão como reagir a frustrações, como lidar com a raiva, o que fazer quando fracassamos, como aprender com os erros e como reavaliar escolhas.

“A maior parte dos padrões violentos de comunicação são inconscientes. Por isso, ajudamos famílias a identificarem as raízes desses comportamentos e as apoiamos a lidar com isso utilizando a não-violência”, explica Viviane.

Contrastando com a forma comum de nos comunicarmos (carregada de culpa, julgamentos e violência), a Comunicação Não-Violenta permite construir uma visão empática com o outro e com nós mesmos. Entender as nossas necessidades e limites, e expressá-los de uma maneira assertiva e autêntica.

Inclusive, o campo de estudo pode ser também uma nova oportunidade de carreira. O instituto promove consultoria na área de educação parental com pais e escolas e forma educadores e consultores em Criação Consciente com material próprio e certificação exclusiva. “Mesclamos partes significativas do Método Kazdin que dialogam com a Comunicação Não-Violenta e Disciplina Positiva. É por isso que a Criação Consciente é uma abordagem feita para harmonizar toda a família”, reforça Viviane.

A disciplina positiva é uma das metodologias mais conhecidas de educação para pais. Essa metodologia amplamente conhecida contribui com diversas técnicas, conceitos e práticas para a Criação Consciente. “Além disso, no curso, a Viviane traz diversos conteúdos e reflexões que cooperam para desconstruirmos mitos como “criança é manipuladora”, “ela só quer testar você”, “birra a gente trata com indiferença”, “isso é vitimização” entre muitos outros”, completa Diego.

Serviço:
Instituto TeApoio
www.teapoio.com.br
www.instagram.com/institutoteapoio

Formação em Criação Consciente
Inscrições Abertas.
Início das Aulas: 19 de setembro
100% Online

Por Thais MACHADO

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