SuperHype: As tendências do mercado fashion

Tim Blanks, editor do Business of Fashion, comandou o painel sobre o mercado do luxo

O evento “Iguatemi Talks Fashion”, realizado em São Paulo, apresentou as principais inovações e convergências do segmento por meio de palestras com grandes nomes nacionais e internacionais. O SuperHype acompanhou o primeiro dia da conferência.

Painéis, encontros, palestras e workshops inspiraram consumidores e profissionais da moda na última semana no shopping JK Iguatemi, na capital paulistana. Entre os temas abordados estavam: “social fashion”, empoderamento da mulher e agilidade no diálogo com o consumidor.

Logo na abertura, Tim Blanks, um dos principais editores e críticos do mundo, entrevistou o presidente do Grupo Iguatemi, Carlos Jereissati Filho, e o CEO da Gucci, Marcos Bizarri. Durante a conversa, falaram sobre paixão e emoções.

Jereissati destacou que vivemos a era da transparência. “Para termos lealdade da companhia e do cliente, temos que ser realmente aquilo que apresentamos”. E completou: “Há uma mudança de paradigmas. Você tem que criar algo que tenha um significado para a sociedade. A Gucci faz isso e é fantástico”

O mediador questionou se a Gucci era uma marca ou se representava uma herança. Bizarri explicou que a Gucci é uma experiência. “A mídia tem que entender o que estou fazendo, mas o público tem que entender e, principalmente, vivenciar.”

Caroline Rocha, responsável pelo segmento de moda do Google, reforçou este conceito. Segundo a especialista, as empresas têm que buscar menos atrito e mais encantamento, independentemente se a compra é realizada online ou off-line. Na Europa, algumas lojas já se reinventaram e disponibilizam estoque virtual e pagamento por aplicativos. “A visita ao espaço físico é incrementada com momentos de entretenimento e conteúdo como degustações e até shows”, relata.

O sócio-fundador da holding OGrupo e expert em soluções estratégicas em tendências de consumo,Rony Rodrigues, discorreu sobre a produção em massa, ressaltou a descentralização e o aumento do consumo de informação de moda e abordou a supremacia dos serviços mobile. “Temos um consumidor cognitivo. Hoje, a capacidade do nosso cérebro de fazer associações é muito maior e queremos toda a agilidade na palma da mão”.

Rony também falou sobre o desenvolvimento de mecanismos de inteligência artificial, como espelhos pelos quais as pessoas vão poder experimentar e comprar roupas à distância. “Imagine você assistir a um tutorial em vídeo e já clicar para adquirir? Ou olhar alguém na rua, identificar aquela peça ou acessório e realizar a compra virtualmente?”.

Para tratar de “Beleza, liberdade e diversão”, foram convidados a diretora editorial do Grupo Abril, Paula Mageste, a presidente do Grupo Estéer Lauder no Brasil (que detém marcas como Clinique, M.A.C e SmashBox), Maria Laura Santos, e o beauty artist Daniel Hernandez.

Os especialistas pontuaram que a internet e o mercado de trabalho deram uma liberdade de escolha maior para a mulherese que ninguém mais quer ser rotulado pela idade, mas pelo estilo de vida. “As ‘perennials’ são uma nova geração de mulheres que imprimem o conceito de jovialidade. Elas têm entre 35 e 45 anos, mas vivem as mesmas experiências de uma de 20”, esclareceu Paula.

A tecnologia também esteve na pauta. Maria Laura e Daniel definiram que a pele levee com muito brilho é a aposta dos profissionais mais antenados. Além do acabamento natural, os produtos mais modernos funcionam também como tratamento, atenuando linhas de expressão e manchas.

Para completar, o designer Virgil Abloh,um dos maiores influenciadores jovens norte-americanos, participou de videoconferência com o consultor criativo e ex-diretor criativo da Barney’s New York, Dennis Freedman, e com o editor-chefe da System, Jonathan Wingfield. O auditório lotado ouviu sobre o início de sua parceria e amizade com o rapper, produtor musical e estilista Kanye West e a respeito da Off White, marca criada por ele a partir desse contato; apresentou um protótipo de tênis da Nike com referências nostreetwear e declarou que não vê o sucesso em si como algo positivo. “Eu represento uma nova comunidade. Apenas quero continuar produzindo e sendo criativo”.

Por Thais Machado 

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