SuperHype: A maior coleção de videogames do Brasil!

Dono do maior acervo de consoles e retrocomputadores gamers do Brasil, Alex Mamed é também admirador de tecnologia e player

São quase 400 consoles únicos, mais de 6 mil jogos e 5 mil acessórios para enlouquecer qualquer apaixonado. São peças especiais para colecionadores e novidades de última geração.

Em 1990, ainda com 19 anos de idade, Alex Mamed era proprietário de uma locadora de videogames. Quando fechou o pequeno negócio, acumulou alguns televisores e aparelhos iguais. A partir desses equipamentos começou a realizar trocas. Dessa maneira, chegou ao primeiro número de 12 jogos.

Atualmente são 387, sem contar aqueles que se repetem. Somados, são aproximadamente 600 consoles (que são os microcomputadores dedicados a executar jogos de vídeo). A coleção enche os olhos dos apaixonados e daqueles que, pelo menos uma vez na vida, se encantaram por esse universo.

O empresário explica que encontra as peças através de amigos. “Ter muitas amizades é fundamental. Meus contatos avisam sobre artigos disponíveis em diversos países. Além disso, compro também em sites especializados e leilões internacionais”.

Na casa do colecionador existem três quartos usados exclusivamente para abrigar os itens que não têm valor mensurável. Durante a visita do SuperHype, Mamed nos mostrou desde o Magnavox Odissey — primeiro game do mundo (ainda na caixa e com manual), produzido em 1972, e conjuntos de séries raras que são objetos de desejo, como o Adventure Vision. “Com muito orgulho, sou o único do Brasil a possuir essa unidade, que faz parte da segunda geração de videogames. Ele conta com tela própria e um design semelhante a uma versão miniaturizada de um gabinete de arcade, sucesso nos fliperamas dos anos 80”, conta.

Entre os acessórios, estão aparelhos de TV antigos que também são apresentados em exposições promovidas pelo recordista em todo país. “Não posso guardar tudo para mim. Levo meu acervo por muitos estados e também ministro palestras para quem tem curiosidade e quer aprender mais. Só não pode tocar”, brinca.

O próximo passo de Mamed não é adquirir novos jogos para incrementar os seis mil que já possui. “Quero concretizar o sonho de ter um museu. Seríamos o terceiro, já que existem outros na Alemanha e na Itália”. Para isso, o colecionador está em busca de parcerias e algumas negociações estão adiantadas.

Por Thais MACHADO

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS