Soldadinhos contra o Aedes: ação promove conscientização aos alunos

O combate a dengue é um dever não só dos adultos, sendo que as crianças também entram na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya zika e febre amarela. Em Rio Preto a campanha ‘Soldadinhos Contra o Aedes’ tem orientado os pequenos estudantes sobre como devem agir para evitar a proliferação do mosquito.

A ação termina hoje, mas durante todo o ano letivo serão trabalhados em sala de aula temas pertinentes sobre a dengue. A ideia do projeto é fazer a conscientização de maneira participativa e divertida. Cada escola do município tem liberdade para montar sua própria programação. Entre as atividades propostas, estão caminhadas ao redor das escolas ou em praças para identificar possíveis criadouros do mosquito, teatro realizado por agentes de saúde, gincana, elaboração de desenhos e jogos.

Dhoje Interior

Pela Escola Municipal Ruy Nazareth, no bairro Jaguaré, as 24 salas do 1º a 5º ano produziram trabalhos relativos ao tema. Os ensinamentos aprendidos na escola acabam sendo também empregados em casa pelos pequenos. “O objetivo é a prevenção e a informação para comunidade, para que as crianças levem todas as informações para o combate a dengue, zika, chikungunya e principalmente agora febre amarela”, disse a coordenadora pedagógica da escola Lucila Karina Garrido.

No decorrer de todos os anos letivos a escola desenvolve atividades permanentes que ocorrem dentro da rotina escolar, tanto em sala de aula como em espaços fora da escola. As crianças desenvolvem cartazes, fazem teatro e paródias. “Desde o ano passado a gente tem uma parceria com a Secretaria da Saúde, no caso a UBS do Jaguaré, que em duas vezes ao ano a gente reúne todos esses trabalhos e fazemos uma apresentação na escola durante a semana”, destacou a coordenadora.

A professora Claudia Cortez priorizou ensinar aos alunos do 4º ano sobre toda a derivação do nome e origem do mosquito Aedes aegypti. “A gente começou desde a divulgação dos trabalhos de onde veio o mosquito e a derivação do nome dele. Depois a evolução e como o mosquito se propaga, além de como evitar os criadouros e os focos da doença. Relatamos também sobre os sintomas e os alunos começaram a contar histórias da família de quem teve a dengue”, comentou a pedagoga.

Os alunos têm agido em casa como agentes mirins da saúde, fiscalizando para não haver acúmulo de água parada em objetos. Ensinar como combater a dengue foi um dos pontos destacados pela aluna Ana Clara Boina da Silva, de nove anos. “Eu ensinei em casa que não pode deixar pneus com água, água parada e tem que limpar a vasilha do cachorro todos os dias para não juntar o mosquito”. O colega de sala, Silas de Souza Cardoso, de nove anos, já conhece os sintomas da dengue bem de perto, pois a irmã já teve a doença. “Eu tenho medo de pegar dengue. Não pode deixar água parada porque essa doença é muito forte e dói”, finalizou.

 

Por Priscila CARVALHO