Sócios fazem reunião e pedem volta de Italiano ao poder no América

Assembleia Geral Extraordinária Associativa, desta segunda-feira, 26, contou com a presença de 43 sócios vitalícios

No início da noite desta segunda-feira (26), 43 sócios do América realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária Associativa, em um auditório na rua Osvaldo Aranha, solicitando a ratificação da eleição presidencial do Rubro, ocorrida em novembro do ano passado, que apontou Luiz Donizete Prieto, o Italiano, como presidente do clube. Como resultado, o advogado do grupo, Renato Custódio entrará com um mandado de segurança, em pedido de segunda instância, nesta terça-feira (27), no Tribunal de Justiça de São Paulo e em primeira instância na 6ª Vara Cível de Rio Preto, solicitando a volta de Italiano ao poder.

“Tivemos a convocação de uma Assembleia Extraordinária do quadro associativo. Essa Assembleia, segundo o estatuto, no artigo 26, diz que o requerimento pode ser feito diante da presença de 1/5 de sócios. Foi submetida, essa ordem do dia, que consta da seguinte forma, a deliberação sobre a ratificação do pleito eletivo. Nós tivemos a recondução do ex-presidente afastado, Zé Branco, com mandado expirado ao cargo, em decisão judicial que está em vigor. Só que essa Assembleia foi feita com um peso muito grande, inclusive, que hoje, quem decide, quem gere o clube são os sócios. Então, a Assembleia geral dos associados veio para ratificar o pleito eletivo, para entender que a eleição de novembro de 2017 está sendo valida e, portanto, será acatada pela Assembleia”, explicou Renato Custódio, que concluiu.

“Amanhã vamos entrar com o mandado de segurança em nome dos sócios do América. Vamos basicamente mostrar, em segunda instância, que foi feito uma eleição e o afastamento do Zé Branco foi feito em cima das mais rigorosas normas estatutárias. Então, independente do afastamento, houve o final do mandato. Havendo o final do mandato valida-se a eleição e toda a gestão que foi eleita para o triênio de 2017 e 2020”, finalizou.

Atualmente, o Rubro tem cadastrados 220 sócios aptos a votar, que fizeram o recadastramento em outubro do ano passado e segundo o advogado estão em dia com as obrigações do clube.

EM CAMPO

Participando da Assembleia como conselheiro, o presidente afastado, Italiano, lamentou o que está acontecendo com o clube e disse que pela primeira vez o Rubro tinha um planejamento para a 4ª divisão do Campeonato Paulista.

“Lamentável tudo isso que está acontecendo, porque pela primeira vez nos últimos anos o América fez um planejamento. Um planejamento muito bem feito. Hoje nossos parceiros, várias pessoas que estavam colaborando, empresários que iriam colocar jogadores pagos no América já estão levando para outros clubes por causa dessa coisa judicial que existe no América. Então, o América está perdendo muito e vai perder muito mais ainda, com certeza. Patrocinadores indo embora, jogadores indo embora, a situação, realmente, é complicada, tanto para o meu lado quando para o outro lado”, afirmou ele, que também falou sobre um possível retorno a presidência, a pedido dos sócios.

“O que vier a gente topa. Não nasci presidente do América, eu estava presidente. Se for para encarar a dureza de comandar um clube na situação do América, a gente está disposto. Tivemos um ano e pouco lá e não deixamos um tostão de dívida, pagamos tudo, fizemos boas campanhas, tanto na base quanto no profissional, acho que mostramos que temos condições de ser um bom presidente”, avaliou.

Sobre se ainda dá tempo de montar um time para jogar a última divisão estadual, Luiz Donizete Prieto afirmou que sim, e que um time vem sendo treinado pelo ex-jogador Tupãzinho. “O time está montado. Só depende desses detalhes finais que estão acertando. O Tupãzinho está treinando um elenco de 20 e poucos jogadores, em Mirassol. Ótimos jogadores e vamos ver o que acontece”, disse Italiano, que finalizou dizendo que o time treinado por Tupã é bom, já o que vem treinando no Teixeirão, sobre os olhos do atual presidente do Rubro, Zé Branco, ele não sabe dizer. “Eu sei que o nosso é bom, o outro eu não sei”, encerrou.

Por Marcelo Schaffauser

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