Síndrome Metabólica atinge pessoas acima do peso

A obesidade atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O alto número de indivíduos obesos é preocupante, pois o excesso de peso pode causar várias doenças e transtornos. Uma delas é a Síndrome Metabólica, que é associada à resistência insulínica e se não for tratada, pode ocasionar derrames, doenças cardíacas e diabetes. Recentemente, a síndrome ganhou destaque na mídia após a ex-BBB Fani Pacheco ter sido diagnosticada no começo do ano.

A Síndrome Metabólica tem como principal fator de diagnóstico o excesso de gordura abdominal, no caso, quando homens têm cinturas acima de 102 cm e mulheres com cinturas maiores do que 88 cm. Outros aspectos que condicionam a doença são baixo HDL (o chamado “bom colesterol”), pressão sanguínea elevada, glicose alta e triglicerídeos elevados. Se a pessoa possuir três ou mais desses sintomas, ela pode ter resistência insulínica, que significa que o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue não está exercendo corretamente sua função.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), 49% dos brasileiros estão acima do peso, colocando quase metade da população no grupo de risco da Síndrome Metabólica. Histórico de diabetes na família, pressão alta e níveis elevados de gordura na corrente sanguínea também são indicativos da doença.

Várias doenças cardiovasculares podem ser causadas pela Síndrome Metabólica, sendo o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) a mais conhecida. Ele ocorre quando há a ausência da irrigação sanguínea no coração. O sedentarismo também aumenta as chances de um ataque acontecer.

A pessoa pode saber se está acima ou não do peso através da fórmula matemática do IMC (Índice de Massa Corporal): peso x altura². O resultado deve ser avaliado por um profissional da área da saúde, mas o normal é que o número obtido esteja entre 18.5 e 24.9. Se número ficar entre 25 e 29.9 a pessoa está acima do peso. Quando o resultado é maior do que 30, a pessoa é classificada como obesa.

“A mudança na dieta é extremamente necessária para tratar essas alterações na saúde. É importante também ter uma orientação individualizada para cada caso”, comentou a nutricionista Thaís Pillotto Duarte. Além da alimentação saudável, Thaís também recomendou a prática de exercícios e atividades físicas. O hábito de fumar e beber álcool também prejudicial quem sofre da síndrome.

Em situações mais graves, a dieta e os exercícios podem não ser suficientes, sendo necessário o uso de medicamentos. O profissional que pode auxiliar o paciente nesses casos é o endocrinologista, ajudando a evitar uma série de problemas cardíacos.

O Braile Cardio em Rio Preto é um centro especializado em doenças cardiovasculares. O local oferece tratamento cardiológico, exames e orientação nutricional, sendo possível obter o diagnóstico e o acompanhamento necessário em caso de suspeita de Síndrome Metabólica.  As doenças cardiovasculares são o principal problema de saúde pública mundial. De acordo com o IBGE, elas representam cerca 32% das causas de morte no Brasil.

Colaborou: Vinicius LIMA

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