Sindicatos de Rio Preto apoiam greve geral e realizam mobilização hoje

Foto: Ygor Andrade

A Greve Geral, convocada por centrais sindicais, ocorre nesta sexta-feira (14) em todo o país. Em Rio Preto, vários sindicatos, como dos professores, dos bancários, dos comerciários, dos metalúrgicos, e outros, estão apoiando a paralisação de hoje. Na cidade, a mobilização começa entre as 6h30 e 7h, em alguns pontos de concentração: Terminal Rodoviário, em frente ao Spprev, e na rua Pedro Amaral.

O protesto, iniciado com o objetivo de lutar contra a reforma da previdência proposta pelo atual governo, tem novas pautas. Trabalhadores, estudantes, sindicatos e movimentos sociais se reúnem também para mostrar o descontentamento com os cortes na educação e a falta de geração de emprego no país.

“O que está pegando é a questão da reforma da previdência, é a questão dos cortes na educação e a falta de uma política de geração de emprego. Nós estamos há seis meses mergulhados em uma crise de desemprego e não há nenhuma proposta a não ser essa que o governo acha que vai salvar a lavoura, que é essa da reforma da previdência”, explica Sergio Paranhos, presidente do Movimento Sindical Unificado de Rio Preto.

De acordo com o presidente do MSU, a paralisação é um momento para conscientizar a população sobre a realidade do Brasil. “Nós estamos fazendo um evento de conscientização, porque entendemos que tem muitas pessoas que estão perdidas, desiludidas, sem rumo. É um dia para que as pessoas reflitam. Nosso papel é tentar conscientizar o trabalhador. Vai da consciência de cada um participar ou não, mas é um momento de reflexão ao qual está passando o nosso país”, comenta Paranhos.

A diretora social do Sinpro (Sindicato dos Professores de Rio Preto), Letícia Banzatto Monteiro, explica que foi deliberado em assembleia o apoio e a construção da greve geral, por conta disso os professores estão respaldados pela lei no sentido de aderir à paralisação.

“A gente acredita que vão haver paralisações nas escolas, mas a gente não tem como mensurar o tamanho disso. A gente precisa se posicionar contra a reforma da previdência, contra os cortes na educação, na verdade contra todos os cortes do governo. É um momento muito delicado para os sindicatos, então é muito importante que some nessa luta, o momento é de unidade para lutar”, ressalta Letícia.

A diretora social ainda destaca que os professores têm muito motivos para lutar. “Se já não bastasse a reforma trabalhista que já passou, a reforma previdenciária que eles querem nos fazer engolir e todos esses cortes que o governo tem feito. Além disso, estão cortando os nossos direitos, precarizando ainda mais a nossa condição de trabalho. E nós estamos na luta. Só com a greve vamos conseguir ser ouvidos”, enfatiza.

Segundo o presidente do MSU de Rio Preto, falta o governo dialogar com os trabalhadores, por isso existe o descontentamento. “Nós precisamos nos fazer enxergar e, volto a dizer, para que possa haver um diálogo, tudo pode ser conversado. Poderia ter uma reforma da previdência, mas pensar em um forma que não leve prejuízo ao trabalhador. Precisa conversar com todo o segmento da sociedade e não apenas com um. Para que a roda possa girar e a economia possa girar, todo mundo precisa estar envolvido e engajado para que isso dê certo”, pontua.

Por Leandro BRITO

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