Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado cria abaixo assinado para melhorias nas delegacias

Presidente - Do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado, Raquel Kobashi Gallinati

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo lançou um abaixo assinado, na tarde de ontem, em apoio ao delegado Waldir Covino, com o objetivo de incentivar o plano para evitar a fechamento das delegacias do Estado.

Em apenas duas horas, aproximadamente 600 assinaturas tinham sido registradas no abaixo assinado. De acordo com a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), Raquel Kobashi Gallinati, a Polícia Civil não recebeu nenhum respaldo ou aporte financeiro para solucionar a situação atual vivida pela falta de verba nas delegacias de todo o Estado. “A situação continua a mesma, estamos sem verbas e nada foi feito. Os R$ 4 milhões que seriam liberados não chegaram para nós ainda. O enfraquecimento da Polícia Civil é de interesse, somente, das organizações criminosas. Precisamos nos reestabelecer.”

O caso
O delegado geral adjunto da Polícia Civil de São Paulo, Waldir Covino, solicitou a diretoria da instituição a elaboração de um plano de contingência por indisponibilidade financeira, no último dia 26. Segundo o delegado, é preciso investimento e melhorias para a Polícia Civil efetuar seu trabalho.

De acordo com Covino, a Polícia Judiciária passa por uma situação desordenada por falta de investimentos, algo que pode refletir no fechamento de unidades pela falta de recursos.
Segundo a presidente do sindicato a Polícia Civil vive momentos caóticos desde fevereiro deste ano. “Estamos sem verba para efetuar serviços básicos, como manutenção de viaturas, trabalho de limpeza nas delegacias, impressão de papéis, pagamento de água, luz e combustível. O dinheiro que temos não é suficiente para todo o Estado”, conta a delegada.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) negou a falta de investimentos a Polícia Civil e completou, na época, que seria feito um repasse de R$ 4,1 milhões a corporação.
Atualmente, a polícia possui R$ 15 milhões para manter todas as unidades do Estado. Valor insuficiente para suprir todas as repartições. “O repasse de R$ 4,1 milhões não será suficiente, precisamos, além deste valor, mais R$ 34 milhões”, diz Raquel.

De acordo com a presidente do sindicato, o valor ideal para manutenções básicas é de R$ 38 milhões. Ela reforçou que esta quantia seria apenas para as questões estruturais e gastos rotineiros em cada delegacia. “O valor total é apenas para questões básicas. Este montante seria suficiente para suprir até dezembro deste ano. Além desta verba necessária, temos ainda uma dívida no valor de R$ 41 milhões com o PRODESP”, explica.
Sem o repasse existe a possibilidade de paralização temporária em unidades da Polícia Civil. Uma situação que irá refletir diretamente na segurança da população. “É preciso que as políticas do governo do Estado olhem para nós. Estamos trabalhando de forma limitada e com sobre cargas de horas de funcionários”, finaliza a delegada.

 

Por Mariane Dias 

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