‘Sinais de alarme’ podem salvar vidas em epidemia de dengue

Foto Divulgação

O número de óbitos pode ser menor em uma epidemia de dengue, como a que está
acontecendo em Rio Preto, se a população ficar atenta aos ‘sinais de alarme’.

“Hoje, entre 60% e 70% da nossa população está suscetível à dengue tipo 2, o que equivale a aproximadamente 300 mil pessoas. A exemplo do que ocorreu em epidemias
anteriores, trabalhamos com projeções de que entre 5% e 10% desse total tenha a
doença”, informa a gerente da Vigilância Epidemiológica, Andréia Negri.

Ela acrescenta que “o vírus que está circulando é o mais agressivo e como muitos rio-pretenses já tiveram a doença, mas não estão imunes ao tipo 2, recomendamos que as
pessoas fiquem muito atentas aos sintomas da dengue e que não ignorem os sinais de
alarme, procurando imediatamente atendimento médico”.

Segundo Andréia, é comum que o paciente se preocupe quando tem febre, dores de cabeça e atrás dos olhos, mas não leve a sério uma dor intensa na barriga e diminuição da diurese.

“Outra situação que não pode ser desprezada é quando cessa a febre. Ao invés de
uma melhora pode ser que o paciente esteja com hipotermia. A sudorese fria, com
mãos e pés gelados cobertos de suor, serve de alerta”, acrescenta.

ATUALIZAÇÃO DOS NÚMEROS
A evolução dos casos de dengue em Rio Preto deve ter os dados atualizados pela Secretaria
de Saúde no próximo dia 15. Os números atuais conhecidos são de duas mortes, 453 confirmações para a doença e 1.624 casos sob investigação.

De acordo com Andréia, todas as medidas para montar uma ofensiva eficiente na ‘guerra contra o Aedes aegypti’ foram adotadas. “Foram feitos 22 treinamentos de capacitação, atingindo 350 profissionais da área. Rio Preto terá dois centros de hidratação exclusivos
para o atendimento de pacientes com dengue, com até 150 leitos, as nebulizações
estão sendo feitas nos locais de maior incidência de casos e os agentes buscam conscientizar a população sobre a importância de se eliminar os criadouros”, pondera.

OUTRAS EPIDEMIAS
A dengue é cíclica e, segundo especialistas, a cada três ou cinco anos ela reaparece
com maior intensidade. Em 2013, com o tipo 4, Rio Preto teve nove mortes, 45 mil
notificações e 18 mil casos confirmados.

Em 2015, foram 11 óbitos, 28 mil notificações e 22 mil confirmações. No ano seguinte,
foram duas mortes, 26 mil notificações e 16,3 mil casos confirmados da doença.

 

Por Daniele JAMMAL

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