Simpósio de produtores rurais em Rio Preto discute a moeda ambiental do futuro: o crédito de carbono

Produtores rurais do interior Paulista vão estar reunidos nos dias 26 e 27 de julho em São José do Rio Preto para discutir o mercado de crédito de carbono – considerada a moeda ambiental do futuro.

O 1º Simpósio de Crédito de Carbono, promovido pelo Instituto Ambiental Maria Peregrina, contará com a participação de grandes nomes do agrobusiness brasileiro, entre eles Silene Maria de Freitas, do IEA (Instituto de Economia Agrícola), Fernando Miqueletti, da CATI (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), Antônio de Pádua Alvarenga, da EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e também Takashi Yamauchi, do Instituto Apoio Brasil. O evento acontece no Centro de Convenções da Acirp, em Rio Preto, com inscrições gratuitas pelo site www.escolamariaperegrina.org.br

Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE). O que poucos produtores sabem é que podem ganhar dinheiro com o chamado sequestro de CO2 – quando está na fase de crescimento, a árvore precisa de uma grande quantidade de gás carbônico e busca esse elemento na atmosfera. Quanto mais árvores plantadas, maior será a absorção deste gás poluente que contribui para o aquecimento global e o desequilíbrio ambiental.

Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) sequestrada do meio ambiente é equivalente a um crédito de carbono, que é então vendido para empresas e até mesmo para países poluidores.

Segundo o presidente do Instituto Ambiental Maria Peregrina, Rogério Fisher Duque, entre os principais objetivos do simpósio estão a apresentação do mercado de carbono e a sua legalidade no Brasil e o estudo de um modelos de sistematização de reconhecimento do sequestro de CO2 nas culturas.

O modelo que será apresentado já está em avaliação no sítio Santo Antônio, em Mirassol, na região de São José do Rio Preto, com um total de 7.233 pés de seringueira. O cálculo do sequestro de carbono é feito a partir da biomassa da seringueira abaixo e acima do solo, do estoque de produtos madeireiro e pela qualidade de CO2 absorvido durante a fotossíntese.

A cultura da seringueira é uma forte candidata a geração dos certificados de emissões reduzidas (CERs), já que seu cultivo contribui para a redução do efeito estufa, por ser uma atividade altamente sustentável e de eficiência na captação de carbono.

“Com este modelo pronto de comercialização do crédito de carbono, é possível debater e conhecer outros trabalhos similares em andamento em outras culturas, diz o presidente do Instituto Ambiental Maria Peregrina”, Rogério Fisher Duque.

O 1º Simpósio de Crédito de Carbono conta com o apoio da Cati, Sindicato Rural, Agrofest, Apoio Brasil, Epamig, IEA, Governo do Estado de São Paulo – Secretária da Agricultura,  Senac, Sebrae-SP, Fatec, Prefeitura de São José do Rio Preto e patrocínio da Ação Social Cooperada, Hevea Tec e Grindélia.

 

Inscrições gratuitas. As inscrições podem ser feitas pelo site www.escolamariaperegrina.org.br

Da REDAÇÃO

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