‘Setembro Amarelo’ combate suicídio

Alcançar públicos diferentes, de todas as idades e em todas as regiões da cidade: esse é o objetivo das ações programadas na campanha Setembro Amarelo, promovidas pela Secretaria de Saúde de Rio Preto. O objetivo da campanha é a prevenção ao suicídio e a valorização da vida.

“Esse é um problema que atinge todos os grupos. Então estamos levando o debate para próximo das pessoas, tendo a maior abrangência possível, tanto em termos de público como de locais”, explica a coordenadora de saúde mental da Atenção Especializada, Daniela Pavan Terada.

Na manhã desta quarta-feira, dia 11, foi realizada a ação ‘Como você está hoje?’, para os alunos da Escola Estadual Professora Maria Galante Nora, no Jardim Belo Horizonte.

“É muito importante promover ações na sociedade para debater temas que são tabu. Entre os jovens, temos observado casos de automutilação, tentativas de suicídio, então é importante ir diretamente onde eles estão, conversar, nos colocar à disposição e desmistificar questões ligadas a temas como a depressão”, afirma Maria Paula Demerval Renzo, terapeuta ocupacional do CAPS i Sul.

Entre os estudantes, a ação teve impacto. “Os adolescentes muitas vezes se sentem solitários e querem carregar tudo sozinhos. Por isso, dividir, compartilhar, dar um abraço, mostrar que você se importa são atitudes relevantes”, diz Ketley Rossi Correa, 16, estudante do 2º ano do Ensino Médio.

Natasha Pereira de Souza, 16, enfrentou a depressão e, por três vezes, pensou em tirar a própria vida. Quem a ajudou foi a amiga Sara Carolina Silveira Miguel, também de 16 anos.

“Entrei na escola e precisava de novas amizades. Gostei da Natasha e começamos a nos aproximar. Percebi que às vezes ela não estava bem e ela começou a se se abrir comigo. Desenvolvi uma admiração de irmã por ela e falei que sempre estaria perto para ajudá-la. Hoje me emociono de vê-la bem”, conta, com os olhos marejados.

“Para as pessoas, eu parecia muito feliz, mas por dentro eu estava muito triste, repleta de sentimentos ruins. Era como se eu estivesse fechada dentro de uma caixa e não pudesse me expressar. Até que a Sara veio conversar comigo e senti a necessidade de me abrir com ela. A partir de então, ela pode me ajudar e consegui me abrir para minha família e pude me libertar”, diz, também com lágrimas nos olhos, mas sorrindo.

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