Senado aprova PL que amplia para 180 dias a licença-maternidade

O Senado aprovou na última quarta-feira (5), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o Projeto de Lei que visa ampliar o prazo da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Empresas públicas e algumas privadas já disponibilizam as funcionárias gestantes essa licença de 180 dias. O intuito é de que esse período maior seja uma realidade a todas as mulheres. Agora o projeto deve ser votado na Câmara dos Deputados para posteriormente ser sancionado ou vetado pelo presidente.

A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) foi a autora do texto, que também permite ao pai poder acompanhar a mãe do bebê durante consultas e exames na gravidez. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês que ficam seis meses ao lado da mãe têm menos chances de contrair doenças como pneumonia, desenvolver anemia ou até mesmo sofrer com crises de diarreia. Tais fatos poderiam ser evitados com a amamentação regular durante os primeiros meses de vida.

Atualmente a licença oferecida de 120 dias é menor do que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que orienta a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. A chefe da UTI neonatal do Hospital da Criança de Rio Preto, Maria Carmen Lunardi Monteiro de Carvalho, afirma que será muito benéfico para mãe e bebê caso a licença-maternidade seja estendida para 180 dias. “A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenta também o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Normalmente a gente acaba não conseguindo colocar isso em prática porque a maioria das mães volta a trabalhar com quatro meses”, disse.

Nesses casos a pediatra explica que as mães acabam incluindo na alimentação do bebê frutas e papinhas, o que não seria o mais indicado. “O certo é manter o bebê seis meses só no peito e depois começar a alimentação complementar que vai ser com fruta e papa, mantendo o aleitamento materno”.

A médica destaca que este período também é muito importante para estreitar laços afetivos entre mãe e filho. “Há também o aumento de vínculo com a mãe e o bebê, então essa mãe se sente muito mais segura. A gente fica muito satisfeita se realmente essa lei for sancionada, porque vai ser um benefício muito grande pras nossas crianças e pras mães também”, finalizou.

 

Por Priscila CARVALHO

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