Saúde realiza trabalho extenso para reduzir mortalidade infantil

Foto Arquivo Agência BRASIL

A equipe de saúde desenvolve um trabalho extenso em Rio Preto para reduzir o óbito infantil. Na cidade, a taxa de mortalidade infantil teve um aumento, passou de 6,69 óbitos por mil nascidos vivos em 2016 para 8,81 em 2017. Os dados foram fornecidos pela médica Andrea Zoccal, gerente do programa de saúde da criança e adolescente da Secretaria da Saúde. Em 2016, foram registrados na cidade 36 óbitos infantis e teve 5.386 nascidos vivos. Já no ano passado, tiveram 5.461 nascidos vivos e 46 óbitos infantis.

A médica comenta que a taxa de mortalidade infantil em Rio Preto tem uma oscilação muito grande, mas, apesar disso, a cidade tem um dos melhores índices quando o assunto se refere aos óbitos infantis. Comenta também que o fato da taxa ser calculada com base nos números de crianças nascidas vivas, as variações são percebidas, mas não necessariamente o aumento da taxa representa um acréscimo preocupante ao número de óbitos infantil. “Nossa cidade, é uma das que apresentam um dos menores índices de mortalidade infantil. A taxa oscila bastante, mas vem se mantendo na casa de um dígito. E fazemos de tudo para melhor esse índice todos os anos”, ressalta.

Zoccal comenta que, ultimamente, as maiores causas de mortalidade infantil em Rio Preto decorrem de crianças que nascem muito prematuras, muitas antes de completar as 30 semanas de gestação. A má formação também tem sido um dos motivos dos óbitos infantis na cidade. “Por mais que temos ótimas estruturas para cuidar de bebê que nascem antes da hora ou com má formação, o risco de óbito é muito grande nessas condições. Mas, fazemos de tudo para salvar a criança”, destaca.

Para reduzir a taxa de mortalidade, a equipe responsável pela saúde das crianças em Rio Preto desenvolve um trabalho extenso, que começa já no pré-natal, realizado pela gestante, e segue após o nascimento da criança. Os médicos e enfermeiros acompanham de perto o desenvolvimento da grávida e, após o nascimento, o da criança também. “O pré-natal é muito importante para o nascimento das crianças. Acompanhando as gestantes, nós procuramos oferecer a elas assistência e educação para evitar que a mortalidade aconteça”, diz.

O acompanhamento das mães e das crianças é levado com muita seriedade pela equipe de saúde de Rio Preto. Durante o pré-natal ou depois do nascimento, caso as pacientes não compareçam às consultas marcadas, entra em ação a chamada busca ativa, em que a equipe entra em contato com a família para saber o motivo da falta. Se a ausência se repete de forma rotineira, o Conselho Tutelar é acionado, pois é considerado um caso de negligência.

“Iniciamos os cuidados já no pré-natal. Falamos sobre a importância do aleitamento materno e damos todas as orientações necessárias às mães antes mesmo de sair do hospital. Quando a criança nasce, a mãe sai do hospital com a primeira consulta marcada. Temos todos esses cuidados para impedir a mortalidade ocorra”, comenta Zoccal.

 

Por Leandro BRITO