Saúde planeja ações educativas para combater o Aedes aegypti

FOTO CLÁUDIO LAHOS

A Secretaria de Saúde elabora ações educativas que visam a prevenção ao mosquito Aedes
aegypti no município. Segundo o gerente da Vigilância Ambiental, Luiz Feboli Filho, as ações educativas terão início em escolas e empresas.

“O último índice de Breteau que foi em outubro mostrou que 82% das amostras positivas de Aedes estavam dentro da residência, o que representa um número muito alto. Temos que repensar e avisar a população que mesmo nesta época de seca o mosquito continua porque tem o criadouro dentro de casa”, frisou.

O gerente reforçou ainda que “nós intensificamos bastante a parte de educação, a gente entende que, hoje, a educação é a maior arma contra o mosquito. O ano passado tiveram diversas ações, como feiras, palestras em condomínio, em escolas e pretendemos ampliar essas ações. A gente entende que a prevenção é tão importante quanto o veneno ou o agente de saúde na casa. Voltamos o nosso foco para a educação”.

Após o Índice de Breteau as ações serão intensificadas por área no município. “Hoje nós
já temos os protocolos que são seguidos independentes do ano, os agentes já estão fazendo o trabalho de casa a casa, essa semana terminou o Índice de Breteau, esse índice é feito quatro vezes por ano, o último foi em outubro e faz agora em janeiro. A partir desse índice, a gente foca nas ações específicas”, afirmou o gerente.

“Por meio do georreferenciamento no mapa identificamos qual área foi pior e com isso
direcionamos a ação para essas áreas. Isso pode ser tanto um bloqueio da doença com
o agente de saúde nas casas, ações de educação. São ações em escolas, indústrias, a gente oferece uma brigada voltada para indústria e comércio para eles fazerem uma vistoria dentro das unidades, então são diversas frentes”, explicou Feboli.

A nebulização realizada pelas equipes de Saúde ainda não tem previsão para acontecer. “O veneno vem do Ministério da Saúde, então no Brasil todo ainda não tem e não tem ainda previsão de quando irá chegar”, disse o gerente.

Ele salientou ainda que nesta época do ano ocorre o aumento de outro tipo de pernilongo,
o Culex. “O Culex facilmente encontrado na beira de rio, nas baixadas das cidades onde tem brejo, até onde era originalmente brejo é cidade, com crescendo urbano o local vira fundo de vale, nestas áreas vem muito deste pernilongo, que tem um hábito diferente, ele faz um zumbido, é aquele pernilongo que incomoda e tem horário diferente do Aedes.

O Culex a gente o encontra durante a noite voando dentro da residência, ele se desenvolve em água, mas não é igual ao Aedes, porque o desenvolvimento dele é em água turva”, finalizou.

 

Por Mariane DIAS

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