SAÚDE FISIO – Reabertura de clínicas e consultórios pós-quarentena

*Como o consultor e Doutor Régis Ferraz reabriu sua clínica no Brasil e nos Estados Unidos pós-quarentena?

Tudo está diferente, aquela ansiedade para atender, atender e atender deu lugar a prevenir, prevenir e prevenir!

Dhoje Interior

Como prevenir em um local de atendimento físico, onde impera o medo e a incerteza? Será que é hoje o dia de voltar a abrir a clínica? É hoje o dia de retomar os tratamentos de fisioterapia? Será que devemos reabrir? Qual horário? Quanto tempo? Quantos minutos de distanciamento deve haver entre um paciente do outro? Como organizar esta dinâmica para que não haja aglomeração? Como ter certeza de errar menos neste momento? A única resposta é que ninguém tem a certeza exata e precisa, com toda segurança necessária, para não colocar a vida de ninguém em risco de contaminação por Covid-19.

Porém, existem pessoas que vivenciaram experiências e podem nos orientar a seguir pelo mesmo caminho com menos erros e mais acertos, de acordo com experiências vividas na prática.

É este o caso do nosso entrevistado hoje, um fisioterapeuta brasileiro, que atualmente é gestor de uma clínica nos Estados Unidos. Local aonde a pandemia chegou primeiro e as experiências vividas na prática também!

O Dr. Régis Ferraz administra uma clínica no Brasil, em Recife, onde segue o mesmo protocolo que fez na reabertura de sua clínica no exterior. De acordo com ele, investir em biossegurança, tanto dos profissionais quanto dos pacientes, é um dos caminhos para a reabertura com sucesso e menos riscos.

Veja o relato completo:

O ano de 2020 jamais será esquecido. O mundo inteiro foi inacreditavelmente impactado por um vírus e tudo parou. Depois de alguns meses, estamos voltando ao “novo normal”. Máscaras faciais escondendo os sorrisos, apertos de mão substituídos por um aceno de longe, encontros de trabalho, família e amigos agora são virtuais. E a vida segue seu rumo.

Tive a oportunidade de acompanhar essa mudança com alguma antecedência em relação ao Brasil, pois moro atualmente nos Estados Unidos. Aqui, logo que o processo de retorno (dividido em fases) chegou ao estágio final, os números de novos casos aumentaram significativamente. Ao ponto de já se falar em novo lockdown. Mas a população já sabe as consequências de uma nova paralisação e começa a adotar as medidas corretas de prevenção. E assim a vida vai retomando o ritmo.

No Brasil, mais precisamente em Recife, tive o privilégio de reabrir a minha clínica há quatro dias. Sim, foi um privilégio. Muitas empresas ficaram pelo caminho. Foram exatos três meses com nossas portas fechadas. Faturamento zero. Contas a pagar. E muitas decisões difíceis tomadas nesses 90 dias. Nesse tempo, aprendi a viver um dia de cada vez. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. E foi assim que decidimos fazer o processo de reabertura: um dia de cada vez. Cheguei a comentar que é mais fácil abrir uma nova clínica, partindo do ponto zero, do que reabrir uma.

Primeiro, fizemos um forte investimento em EPIs (Equipamentos de Proteção individual), dispensers de álcool gel, tapete sanitizante, termômetro digital, reestruturação do ambiente da recepção, horário reduzido (para evitar o horário de pico nos ônibus, para colaboradores e clientes que usam esse meio de transporte). Além disso, passaremos a controlar o fluxo de pessoas a clínica, bem como restringiremos o número de acompanhantes. Até mesmo os biscoitinhos e cafezinhos que oferecíamos na recepção serão eliminados.

As consultas, antes realizadas por ordem de chagada, agora tem janelas de horários. As consultas terão intervalos maiores entre uma e outra. O uso de máscara será obrigatório. E as portas e janelas da clínica serão abertas a cada hora, para a renovação completa do ar.

Colaboradores e clientes serão sempre orientados sobre condutas de higienização de mãos, etiquetas de tosse, sinais de alerta para suspeita do COVID-19, bem como exercícios respiratórios e cuidados básicos com a saúde, de forma a manter uma boa imunidade.

E assim, com tanta coisa nova, vamos retomando os atendimentos. Sabendo que a desconfiança e o medo ainda estarão entre nós, especialmente naqueles que perderam pessoas queridas.

Fica aqui minha humilde recomendação: aproveite cada dia da sua vida! Viva o hoje! De vez em quando vá ao passado, apenas para “reviver” coisas boas! E, na mesma medida, lance seus pensamentos ao futuro, também se colocando sempre numa situação feliz e agradável. Nos dois casos, volte logo! E aproveite esse momento único que é o agora!

Dr. Régis Ferraz

Fisioterapeuta e Empreendedor
@regisferraz_

Minha gratidão ao Dr. Régis Ferraz por aceitar o convite desta coluna e se mostrar sempre solicito para concluir da melhor maneira possível esta matéria. Gratidão

Dra Silvia Batista
Fisioterapeuta e educadora física.
@silviabatistafisiodancer
Email: [email protected]