SAÚDE E SEXUALIDADE: Sem rótulos, TPM e menopausa são coisas sérias

Fatores internos e externos podem influenciar o nosso cotidiano. Essas interferências podem ser recebidas de formas diversas e podem provocar mudanças visíveis, mas, às vezes, inexplicáveis, em nosso dia-a-dia.

Entre os fatores internos, os hormônios são fundamentais. Atualmente, conhecemos cada vez mais os problemas que as alterações da tireóide podem provocar em nossos organismos. Mas eu quero abordar outra fonte hormonal: os hormônios sexuais como o estrógeno e a progesterona (essencialmente femininos) e testosterona (masculino).

Dhoje Interior

No homem, os hormônios são liberados de forma constante durante o mês e assim ocorre pela sua vida inteira. Exceto em situações de estímulos, onde há uma maior necessidade da ação hormonal, nada, na vida do homem, varia de acordo com hormônios.

Não há justificativa hormonal para alterações de humor ou inchaços. E a sua compreensão sobre uma instabilidade emocional, especialmente, mas não só a feminina, é muito reduzida e preconceituosa.

Já a mulher, que vive sob o ‘comando’ dos hormônios durante toda sua vida, passa por fases distintas orgânicas e emocionais durante o mês, com características próprias, e visíveis aos olhos do bom observador. Com a mudança de hábitos e rotinas através dos tempos, a mulher, que ficava em casa cuidando do lar e dos filhos, agora agregou, entre suas atribuições, uma participação ativa no mercado de trabalho, competitivo, antes apenas masculino.

Assim, além do ciclo hormonal interno, que pelas suas próprias características gera alterações importantes tanto físicas quanto emocionais, a mulher também está submetida aos fatores estressantes e às bruscas mudanças de seu meio externo (trabalho, trânsito, responsabilidades diferentes, entre outras).

O estrogênio, hormônio que domina a primeira metade do ciclo menstrual, costuma determinar uma mulher mais ativa, com humor estável, mais cuidadosa de sua aparência, que gosta do contato interpessoal, extrovertida e mais preocupada com o trabalho do que com a casa.

Na segunda metade do ciclo, pelo domínio da progesterona, essa mulher se transforma. Embora seja mais colaboradora e menos competitiva no seu trabalho, prefere não se expor, fica mais introspectiva, mais sensível, mais carente de atenção e sua preocupação com o ‘lar’ excede, em muito, sua atenção com o seu emprego.

E isso acontece quando o ciclo é normal e não há gravidez. Imaginem se houver algum desequilíbrio nessa rotina hormonal. Aí é que mora o perigo. Você está próximo a uma mulher com quem tudo pode acontecer. E entre todas essas possibilidades, uma das mais temidas é a TPM.

Esse é um quadro muito comum (cerca de 30% a 40% das mulheres), que acomete o sexo feminino desde a menarca (primeira menstruação) até o climatério (menopausa), que não mostra alterações laboratoriais ou radiológicas, que não afeta órgãos específicos, mas é conhecida com Síndrome da Tensão Pré-Menstrual.

Mas como chegamos a um diagnóstico desses, se não há alterações orgânicas que a demonstrem, se sua causa é desconhecida, com possíveis interferências bioquímicas, hormonais, alimentares, stress, exercícios. Esse diagnóstico não passaria pelo primeiro estágio da assim chamada ‘Medicina Baseada em Evidências’.

A TPM é um dos principais exemplos das doenças psicossomáticas, ou seja, uma interação entre os fatores emocionais e clínicos, gerando alteração importante na qualidade de vida.
Para ‘facilitar’ foram descritos quatro tipos de TPM, cada uma delas com predomínio de alguns sintomas:

Tipo A (ansiedade e suas conseqüências), C (compulsão alimentar, principalmente por doces e chocolate), D (sintomas depressivos, durante os quinze dias antes da menstruação) e H (inchaço e dor nos seios, dores de cabeça, gases e dores nas pernas).

Isso se não considerarmos que, em alguns casos, existe uma mistura de sintomas dos tipos e alguns que não estão descritos, especificamente, em nenhum deles (baixa produtividade, hostilidade, choro fácil, fadiga, ganho de peso, etc.).

Entre as várias possibilidades e tentativas, a homeopatia surge como uma ótima escolha. Para a homeopatia, cada ser humano é único. Cada um sente, reage, pensa diferente do outro. Cada um de nós tem um sistema interno que nasce com a gente, que procura, antes de tudo, manter a vida e, sempre que possível, em equilíbrio, funcionando de forma suave e confortável. É uma força interna, poderosa e que nós nem percebemos sua atuação (Força Vital).

Quando sofremos alguma ‘agressão’, quer seja por motivos internos ou externos, por bactérias, vírus ou em resposta a alimentos, emoções, hábitos de vida, essa força se desestrutura gerando sintomas.

Às vezes, até percebemos que isto está acontecendo e mais tarde voltamos a um estado de saúde. Mas muitas vezes não temos força suficiente para este reequilíbrio se realizar. Aí, além de sentir essas mudanças, elas podem nos dar alguns sinais.

Esses são os sintomas, esta é a forma de enxergarmos ‘aqui fora’ o que está acontecendo ‘lá dentro’ da gente, entender o como e o porquê nosso corpo está sofrendo.

Outro fato na vida da mulher que precisamos falar para quebrar alguns tabus e sobre a menopausa.

A menopausa não é uma doença. Contudo, para algumas mulheres, é como se fosse. Isso porque os efeitos da natural redução de produção de estrógeno, hormônio produzido pelo ovário, são sentidos com grande intensidade. Entre elas, as queixas são tantas que voltar a ter qualidade de vida parece ser um sonho impossível.

Ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais estão entre os sintomas mais comuns em toda a América Latina. A depressão também se destaca, especialmente entre as mulheres que vivem em áreas urbanas e têm baixos níveis de salário e educação. Os dados são de uma pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad

Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas, independentemente de suas origens étnicas, cor de pele, fatores sociais e demográficos. A boa notícia é que, quanto maior for o acesso às informações sobre prevenção em saúde feminina, maiores são as chances de enfrentar esse período da vida de uma forma mais serena.

O termo menopausa

A partir dos 40 anos e até os 65 anos as mulheres terão uma redução fisiológica da produção de hormônios pelos ovários. Esse período é definido como climatério. A menopausa, ou seja, a data em que ocorre a última menstruação, é um evento que pode acontecer em qualquer momento nessa fase do climatério. Contudo, é mais frequente entre os 48 e os 52 anos. “Quando a mulher diz que deseja tratar os sintomas da menopausa, na verdade, ela se refere aos sintomas do climatério”.

Como reconhecer os sintomas

O sinal mais frequente do climatério é a irregularidade menstrual até que, finalmente, a menopausa acontece. A partir daí, podem ser observados os seguintes grupos de sintomas:
Ondas de calor – que acometem cerca de 75% das mulheres – nos primeiros 3 a 5 anos após a menopausa e vai diminuindo com o passar do tempo;

Suores intensos (sudorese).

Irritabilidade;

Alteração de sono (insônia);

Alteração de memória;

Ardência vaginal;

Prurido (coceira ou comichão);

Secura vaginal;

Dor na relação sexual (dispaurenia);

Sintomas semelhantes ao de uma infecção urinária – como o aumento da frequência ao urinar e dor ao urinar.

Ter menopausa antes dos 40 anos é normal?

Algumas mulheres podem apresentar um quadro denominado menopausa precoce, consequência da prematura insuficiência ovariana (os ovários cessam de produzir hormônios). Nesses casos, a interrupção dos ciclos menstruais acontece antes do período do climatério, o que significa que ela se manifestará em algum momento anterior aos 40 anos.

A origem desse quadro pode relacionar-se a fatores genéticos, doenças prévias que levaram à retirada do ovário, tratamentos como a radioterapia e a quimioterapia, ou mesmo enfermidades autoimunes, como o lúpus e a artrite reumatóide, por exemplo. “Na maioria das vezes, entretanto, não encontramos uma explicação”.

Dá para controlar os sintomas

A Terapia Hormonal é reconhecida como a abordagem mais eficiente para tratar os sintomas da síndrome do climatério, e ainda previne os efeitos da falta do estrógeno – especialmente para a redução das ondas de calor e suores, além de fraturas, câncer colorretal, doença cardíaca e diabetes, bem como manter equilibrados os níveis de colesterol. O mais indicado é que se utilize uma terapia combinada, indicada pelo seu ginecologista.

O que você pode fazer para driblar os sintomas

Cada mulher viverá essa fase da vida a seu modo, mas os especialistas são unânimes: mudar hábitos de vida é o primeiro passo, o que sempre é um desafio. O conselho médico é que você adote algumas práticas que comprovadamente aliviam os sintomas desagradáveis, ou mesmo potencializam os efeitos da terapia hormonal. Considere incorporar à sua rotina as seguintes providências, e observe o que funciona para você:
Agende uma visita ao ginecologista pelo menos uma vez por ano;

Dê preferência a uma alimentação saudável, rica em cálcio (leite e seus derivados);

Aumente a ingestão de líquidos – frescos ou gelados;

Evite a ingestão de condimentos e alimentos picantes

Reduza o consumo de café e álcool;

Invista em exercícios físicos como caminhar;

Reduza o estresse por meio de práticas como meditação ou ioga;

Mantenha a temperatura corporal baixa, usando roupas leves ou em camadas;

Adote o hábito de tomar banhos mornos;

Prefira ambientes com temperaturas mais baixas. Use um ventilador ou ar-condicionado, se for possível;

Exponha-se ao sol ao menos 3 vezes a cada semana, por 10 a 15 minutos, e no horário das 10h ou às 16h. Caso isso não seja possível, converse com seu médico sobre a necessidade da suplementação da vitamina D;

Aposte em técnicas como a Hipnose clínica;

Evite isolamento social, que colabora para manter o equilíbrio

Faça Pompoarismo, a ginástica íntima que traz inúmeros benefícios para qualquer distúrbio feminino como:

•Reduzir as cólicas e o período menstrual;
•Diminuir os sintomas da menopausa;
•Ajudar gestantes na preparação para o parto e auxilia a recuperação pós-parto;
•Melhora o funcionamento do intestino;
•Tratar a incontinência urinária com movimentos do pompoarismo;
•Combater a flacidez vaginal;
•A mulher fica mais ‘apertadinha’ e consegue simular virgindade;
•Aumentar a lubrificação e a libido.

Quer saber mais sobre pompoarismo e aprender alguns exercícios acessa meu insta @mirnazelioli

Nunca se esqueça do prazer. Permita-se ao novo. Conheça seu corpo através de estímulos com massageadores íntimos, o orgasmo é fonte de vida e energia.

Padrão de beleza é você se sentir bem, cuidar de sua saúde e entender que tudo no universo passa por mudanças!

Seu corpo de hoje é diferente do de ontem e será diferente do de amanhã.
Mirna Zelioli – Formada em pedagogia e sexóloga em formação e palestrante em vendas. Gestora comercial, sensual coach, empresária do mercado erótico, criadora do projeto SAT (Sexualidade Amor pra Todos), Projeto de Inclusão, projeto CEL (Coragem e Empoderamento e Libertação).