SAÚDE E SEXUALIDADE – Mulher: a importância de conhecer seu corpo

Vagina… será que você realmente conhece sua? A verdade é que essa parte fundamental da anatomia feminina é um assunto que merece muito mais atenção e esclarecimentos.

Dúvidas e curiosidades são absolutamente normais. Mais do que isso: são saudáveis. Afinal, quando nos interrogamos é porque percebemos que novos conhecimentos poderão nos deixar mais seguras e apontar a solução de problemas.

Dhoje Interior

Além disso, precisamos estar cientes que a jornada em busca do autoconhecimento passa, necessariamente, pela compreensão aguçada do próprio corpo. Ampliar o entendimento sobre a vagina é, portanto, empoderador, trazendo reflexos para qualidade de vida e para a autoestima.

O que existe, de fato, são os diferentes tipos de vulva, não de vagina. A vulva, com os grandes lábios, pequenos lábios e clitóris, tem suas variações segundo características genéticas e também variações influenciadas por sua formação corporal. Vulva e vagina são coisas diferentes!

Começando pelo básico: será que você sabe mesmo o que é vagina? Embora, com frequência, o termo seja utilizado para descrever toda a área íntima feminina, essa definição não é correta.

A parte externa e visível — que compreende pequenos e grandes lábios, clitóris e uretra — é a vulva.

Já a vagina é a parte não visível, interna, que liga a vulva ao colo do útero. É, portanto, o canal tubular que recebe o pênis durante o sexo, elimina a menstruação e viabiliza a saída do bebê em partos normais.

Cuidados com a higiene da vagina e da vulva

A parte externa deve ser higienizada com água e sabonete íntimo. Hoje, temos sabonetes afrodisíacos incríveis. Já a parte interna, ou seja, a vagina propriamente dita, dispensa qualquer artifício.

A secreção normal, produzida pelo próprio corpo, realiza a limpeza do canal vaginal, mantendo a região saudável.

O uso de duchas íntimas não é recomendado por médicos, pois compromete o equilíbrio do ph natural e a flora vaginal, aumentando o risco de infecções.
Tipos de vagina

A vagina é pouco variável. O canal muscular tem, em média, 8 centímetros de comprimento e 2,5 centímetros de diâmetro, com capacidade de expansão em até 200%.

Entre a adolescência e a menopausa, o revestimento vaginal é levemente rugoso. Antes da puberdade e após a menopausa, o tecido é liso.

Já a vulva… é tão única quanto à impressão digital! É, justamente, a aparência dessa parte externa que instiga dúvidas e preocupações estéticas.

Na contramão das cirurgias plásticas crescentes, que estabelecem padrões de beleza para a vulva, o artista inglês Jamie McCartney produziu, em 2011, a obra intitulada “Great Wall of Vagina” (em tradução livre, “Grande Mural da Vagina”), onde esculpiu, em gesso, 400 diferentes tipos de vagina (ou vulva, para sermos corretos), a partir do molde real de voluntárias.

Vale a pena conferir o trabalho de McCartney, para compreender que a variedade é a regra!

Tipo coração: também pode ser chamada de tipo beijo. Nessa vulva os grandes lábios cobrem o clitóris e os pequenos lábios, deixando-os “guardadinhos”.
Tipo borboleta: nesse tipo os pequenos lábios são maiores, podendo até ser mais longos que os grandes lábios. Em alguns casos, o tamanho dos pequenos lábios pode causar incômodos durante o ato sexual em função do atrito causado.

Tipo tocha olímpica: aqui, o clitóris fica mais aparente, aparecendo para fora dos pequenos e grandes lábios.

O que importa é você amar seu corpo em seu todo, entender que vulva é um órgão lindo e importante para mulher.

Órgão que foi maltratado pela sociedade na forma da nossa cultura patriarcal e até hoje sofremos esses reflexos. Com problemas até de autoestima e prazer.

Meninas, amem sua Bonitinha (apelido para Vulva) faça elogios para ela diariamente e entenda que ela te dá as melhores coisas da vida.

Beijos até a próxima

Mirna Zelioli – Formada em pedagogia e sexóloga em formação e palestrante em vendas. Gestora comercial, sensual coach, empresária do mercado erótico, criadora do projeto SAT (Sexualidade Amor pra Todos), Projeto de Inclusão, projeto CEL (Coragem e Empoderamento e Libertação).