SAÚDE E SEXUALIDADE – A mulher moderna é mais feliz sexualmente?

Durante séculos, para a mulher o sexo foi visto só como forma de reprodução, visto que o prazer feminino era extremamente reprimido. Mesmo com toda essa mudança e quebra de crenças limitantes apenas 36% das mulheres atingem o orgasmo. A cobrança pelo orgasmo vaginal (penetração) é muito grande e as mulheres vivem em busca dele seja para agradar seu parceiro ou para se sentirem seguras.

Bem então vou falar um pouco da vulva órgão para vocês entenderem esse dilema.
Prazer com penetração e possível?

Dhoje Interior

Sim é possível, porém vale lembrar que mesmo pela penetração o orgasmo ainda é através do clitóris. Conta uma lenda da mitologia hebraica que Lilith livre, irresistivelmente bela e cheia de luxúria, a primeira mulher de Adão, foi expulsa do paraíso porque no primeiro ato sexual exigiu o direito ao prazer sexual, ao orgasmo, além de não aceitar ser passiva durante as relações sexuais.

Durante séculos, para a mulher o sexo foi visto só como forma de reprodução, visto que o prazer feminino era extremamente reprimido.

Para a mulher, o orgasmo não era levado em conta, pois era classificado como patológico e tratado clinicamente. Caso manifestasse.

Mas a mulher vem conquistando seu espaço em todas as áreas de sua vida seja pessoal, acadêmica, profissional, e na expressão de sua sexualidade, que é parte indissociável da vida dela, nos seus aspectos biológicos, psicológico e cultural.

Com o surgimento dessa autonomia, a mulher passou a ter novas oportunidades com isto ampliou seu espaço, estando pronta para lutar pelos seus direitos e assumir sua sexualidade e novos papéis na sociedade. Sua vida tomou novos horizontes. Foi possível desvincular o sexo da procriação, ganhando maior autonomia, ela percebeu que poderia, se fosse de sua vontade, participar da decisão de ter filhos ou não.

A modernidade vem proporcionando à mulher oportunidade de sobreviver com êxito, mas que provoca alguns sentimentos conflitantes. Não só para ela como para seu parceiro que muitas vezes não sabe lidar com essa nova mulher.

A expectativa principal da sociedade em relação à mulher, mesmo na atualidade, é de ser mãe. E como ela tem que exercer vários papéis, começa a se cobrar para dar conta de tudo, o que gera sentimentos de culpa e pensa que qualquer problema apresentado pelos filhos se deve diretamente à sua ausência.

As mais variadas exigências que a mulher é incumbida podem criar tensões e resultar em doenças psicossomáticas e incidem, naturalmente, sobre o exercício da sexualidade.

A mulher busca, além da sua liberdade, novos padrões comportamentais no âmbito de sua sexualidade.

Ela sente-se à vontade para avaliar e escolher o tipo de relacionamento que desejar com liberdade para entrar e sair em quantos relacionamentos achar necessário e inclusive tendo relações sexuais com quem sentir desejo.

Porém esses comportamentos podem tendenciar-lhe a relacionamentos descartáveis, o que pode contribuir também para a dificuldade de conseguir manter um relacionamento duradouro.

Essas novas formas de comportamentos conquistadas de vivenciar sua sexualidade podem gerar algumas crenças errôneas como a de autocobrança de que a mulher moderna “TEM QUE ter orgasmo sempre”; TEM QUE “ser capaz de ter orgasmos múltiplos”; “TEM QUE ter experiência sexual prévia, e tomar iniciativa”.

E para aquelas mulheres, que não conseguem ter esse tipo de comportamento, que reprimem sua sexualidade por ter tido uma educação sexual rígida, pode gerar outras crenças disfuncionais como mulher de ‘boa família’ NÃO se masturba; NÃO tem fantasias sexuais; NÃO deve mostrar desejo; NÃO deve dizer do que gostam na cama. Em ambas as situações muitas vezes ela não consegue atingir esse padrão de comportamento desejado podendo gerar conflitos e levá-la a uma disfunção sexual.

Essas crenças disfuncionais trazem alguns sentimentos de ambivalência, ora ela é levada a sair com vários parceiros para ir em busca de desejos idealizados para ter uma sexualidade moderna onde se pode vir a alcançar múltiplos orgasmos e ser essa mulher desenrolada na cama como as amigas dizem que são.

Porém, logo após ela é acometida por uma ressaca moral, onde se arrepende do que fez, odeia a sua atitude e fica com a autoestima baixa, com sentimento de menos valia, por perceber que apesar de ter muitos parceiros, não tem nenhum que realmente ela possa dividir suas conquistas e derrotas, o que teria com um relacionamento sério e com um único parceiro que lhe ame de verdade e que não queira apenas sexo com ela.

Diante de todos esses acontecimentos percebe-se que a nova mulher vem superando certos conceitos e preconceitos pré-estabelecidos pela sociedade, passando a adquirir muitos direitos para viver sua sexualidade, só lhe resta saber usá-los de forma que tenha uma qualidade saudável e plena de prazer. E não deixar-se envolver pela perigosa ditadura do prazer que pode emergir várias conseqüências.

O sexo é para ser considerado um acontecimento cercado de prazer e alegria na vida do ser humano. E sendo feito com quem se ama e confia a recompensa desse prazer é inevitável.

O clitóris é um órgão sexual feminino que parece um pequeno botão cercado por uma pele. Ele fica localizado logo acima da abertura da uretra (onde sai a urina). O seu clitóris é como um iceberg, ou seja, só vemos uma pequena parte, já que a maior parte está escondida.

A maior parte do clitóris se encontra no interior da vagina. Além disso, também é formado por dois bulbos de tecido erétil – os chamados bulbos de vestíbulo – que descem ao longo da vulva.

Mas fazer somente por prazer é muito bom e a mulher pode sim escolher e viver esse momento de prazer sem compromisso e sem responsabilidade pelo prazer do outro, mas sim focada no seu prazer a mulher era rotulada de depravada. Assim, a mulher não comandava seu próprio prazer. Era inadmissível a ideia de a mulher ter prazer sexual.
Lembrado que o sexo começa na cabeça e o maior órgão do ser humano é a pele. Então vamos explorar todo este parque de zonas erógenas que se chama corpo humano e ser felizes.

Se quiser saber mais acesse meu insta @mirnazelioli

Mirna Zelioli – Formada em pedagogia e sexóloga em formação e palestrante em vendas. Gestora comercial, sensual coach, empresária do mercado erótico, criadora do projeto SAT (Sexualidade Amor pra Todos), Projeto de Inclusão, projeto CEL (Coragem e Empoderamento e Libertação).