Saúde anuncia projeto piloto de combate ao escorpião

Além de EPI, luz ultravioleta compõe o kit de segurança dos agentes de saúde, já que o escorpião fica contrastado com essa luz, auxiliando na visualização

Diante do grande aumento de acidentes envolvendo escorpiões nos últimos anos, a Secretaria de Saúde de Rio Preto apresentou na manhã de sexta-feira (25) o projeto piloto para estudo de uma nova estratégia de combate a essa praga urbana no município. Para o início dos trabalhos foram escolhidas as duas regiões com maior incidência do animal: Vila Flora e Parque Industrial.

Somente neste ano, até o dia 25 de maio, já foram contabilizados 214 notificações de acidentes causados por picada de escorpião. No ano passado foram 376 casos, contra 280 no ano de 2016. O trabalho contará com o apoio de equipes do Semae e até mesmo de estudantes de biologia da Unirp. “Tem uma série histórica de alguns anos um aumento muito grande do acidente com escorpiões. Desde 2016 pra cá, isso tem nos preocupado e inclusive culminou em dezembro de 2017 com a situação emergencial para a limpeza da cidade, mas ainda sim, percebemos a necessidade de complementação dessas ações”, disse Abner Alves, gerente de Vigilância Ambiental de Rio Preto.

O projeto piloto será iniciado na próxima segunda-feira (28), com a visitação dos agentes de saúde as residências das duas áreas escolhidas, nos períodos diurno e noturno (das 19 às 21h), além da divulgação em carros de som. Esta primeira etapa deve durar 140 dias e pelo bairro Vila Flora cerca de 50 poços de visita (tampas que ficam no meio das ruas e onde se tem acesso às redes de serviços subterrâneos) devem receber o tratamento químico, já o Parque Industrial não receberá a aplicação do produto e será considerada área de controle. Após essa etapa, o projeto deve expandir para outros bairros.

O Semae contratou uma empresa para fazer a aplicação do multi-inseticida Lambda-cialotrina microemcapsulada pelo custo de R$ 2.400. Este produto não tem venda livre no mercado e é de uso exclusivo de empresas especializadas. “Nós vamos fazer um combate químico nas galerias de esgoto do Semae e gostaria de destacar que nós continuamos com a recomendação a população em geral de que não se deve fazer combate químico a escorpiões nas residências”, ressaltou o gerente. Ele explica que a aplicação doméstica indevida causa a irritação do animal que se desaloja e pode ocasionar acidentes.

“O Semae auxiliou a parceria junto a Secretaria de Saúde fornecendo o serviço de aplicação e também suporte na localização dos poços de visita, com a determinação dos pontos iniciais e finais da aplicação”, finalizou Carlos Fossa, químico da autarquia.

Confira o cronograma das etapas do projeto:

 

Por Priscila CARVALHO

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