São Paulo em alerta contra leishmaniose

Rio Preto já registrou nesse ano seis casos de leishmaniose em cachorros. No ano passado foram 42 animais confirmados com a doença. Já em humanos, a Secretaria de Saúde informou que não foram registrados casos autóctones no Município.

O mosquito-palha, transmissor da leishmaniose tem colocado em alerta todo o Estado de São Paulo. Só no ano passado, o Ministério da Saúde recebeu 3.626 notificações de casos de Leishmaniose Visceral em humanos e 275 mortes foram registradas em todo o País.

Somente no Estado de São Paulo, foram 119 pessoas atingidas pela doença e 11 óbitos.
Apenas na região de Presidente Prudente já são mais de 140 casos em animais confirmados da doença em 2017. Em Votuporanga, outros 135 cães foram diagnosticados com leishmaniose visceral nos primeiros seis meses do ano. O cenário visto em São Paulo se estende pelo País, que responde por 90% dos casos da América Latina. Em Rio Preto, de acordo com a Secretaria de Saúde, seis casos foram registrados este ano.

A transmissão da leishmaniose visceral canina ocorre pela picada do mosquito-palha e afeta principalmente cães, gatos e humanos. É uma doença que leva ao óbito em até 90% dos casos não tratados e, até recentemente, cães infectados pela doença eram submetidos à eutanásia, por serem hospedeiros do vetor.

Com este panorama, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) vem, em sua missão de destacar o papel do médico-veterinário na promoção da saúde única, orientar à sociedade quanto às formas de diagnosticar, prevenir e tratar esta doença infecciosa que é considerada uma das seis mais graves em todo o mundo.

De acordo com o assessor especial da saúde, Dr. Aldenis Borin, as ações em Rio Preto continuam inclusive com a captação de animais. “Dobramos os números de captação e por enquanto não existe a evidência de qualquer epidemia. Estamos fazendo 660 captações de animais de rua todos os meses. Animais esses que podem ter sido infectados”, explicou ele.
No ano passado, 42 cachorros, encontrados na Estância Jockey Clube e em Engenheiro Schmitt, tiveram a doença confirmada. Em 24 casos, os animais foram achados com base em inquérito sorológico realizado pela saúde; nos outros 18, algum morador levou o animal até o Centro de Controle de Zoonozes.

 

Por Jaqueline Barros

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