Saiba como introduzir um novo pet a família de forma saudável

Para a convivência pacífica entre pets é preciso fazer a introdução gradual do novo morador

Introduzir um novo membro na família nem sempre é fácil, principalmente se você já é dono de gato ou cachorro e quer adotar um gatinho filhote para o seu lar. Muitos papais e mamães de pets ficam inseguros nessa hora, por isso entenda um pouco mais sobre esse assunto e como prosseguir nessa situação.

A médica veterinária e especialista em felinos Thais Mello Heleno trabalha há cinco anos na área de pequenos animais/felinos e explica sobre como fazer essa introdução.

“Quando o gatinho chega no novo lar, o ideal é deixar o gato em um cômodo fechado com lugares onde ele possa se esconder. Com pote de água, comida e caixinha de areia. É importante deixar o cão a vontade na casa para que ele possa sentir o cheiro, proporcionar brincadeiras e alimentação de ambos os animais no mesmo ambiente (com uma distância segura), para que associem o cheiro com situações agradáveis. Só deixar o contato direto quando perceber que os dois estão a vontade com a presença um do outro”, frisa a veterinária Thais.

É importante nessa fase de adaptação que os animais tenham interação, mas é preciso fazer isso de forma segura, por isso promover brincadeiras, alimentação no mesmo ambiente, com uma distância segura para ambos, como citado acima é de extrema importância. “É possível rotas de fuga para o felino, como deixar subir nos móveis ou locais onde o cachorro não terá acesso. Neste momento é importante usar alimentos muito gostosos, como rações úmidas, sachês ou petiscos, além de proporcionar brincadeira”, ressalta.

Quando se adota gato e cachorro filhotes a socialização é mais fácil, pois eles são mais abertos a novas experiências, mas a especialista em felinos frisa que “isso não significa que animais mais velhos não vão se acostumar”.

Há casos de 100% da rejeição, segundo Thais. “É importante criar um ambiente seguro e legal para a espécie felina, como passagens aéreas com prateleiras na parede e playground específicos, para que o felino possa se locomover pela casa com segurança e sem a necessidade de sempre ‘enfrentar’ o cão que o está afrontando. Lembram também de não deixar que o cão tenha acesso à ração, água e caixa de areia do felino, para que ele se sinta seguro e confortável para fazer suas atividades”, observa.

Outro ponto importante é sobre a socialização entre gatos filhotes, gatos adultos e geriátricos, embora eles tenham mais dificuldades de aceitar novos membros comparado aos filhotes, a aceitação entre eles é possível. “Se respeitarmos suas vontades e seu jeito, não forçando a interação entre eles e tomando todos os cuidados citados deixando que ele se sinta confortável e seguro ao ambiente, as chances de ter uma socialização e aceitação são enormes”, argumenta.

Diandra Marqui é uma mamãe de pets, tem gatos e cachorros, e conta sobre como foi a adaptação em sua casa.

“No meu caso foi bem tranquilo, teve aquela fase inicial de conhecimento. Quando os gatinhos chegaram já tinha uma cachorra maior, mas ela sempre foi bem tranquila com eles, não avançava nada. Já a outra cachorrinha no começo foi um pouco difícil, mas logo se acostumou, por ela ser cega tudo é diferente para ela. Já os gatos, quando chega um gato novo é mais difícil porque eles se estranharam um pouco, mas também logo se adaptam. No geral, a adaptação foi tranquila”, finaliza Diandra.

Por Isabela Martins 

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