Rio Preto: Vítima baleada durante assalto tem alta

A vítima Horácio Aparecido Lino Pereira, de 66 anos, recebeu alta ontem, do Hospital de Base de Rio Preto; No detalhe, a bala alojada no céu da noca do representante comercial. Mesmo após cirurgia, o projétil não foi retirado

A vítima Horácio Lino Pereira, 66 anos, baleado durante assalto, recebeu alta, ontem, do Hospital de Base, onde estava internado desde o último domingo. O representante comercial passou por procedimento cirúrgico, mas o projétil não foi retirado.

O representante comercial baleado em uma padaria no último domingo recebeu alta na tarde de ontem do Hospital de Base de Rio Preto.

Horácio Aparecido Lino Pereira, de 66 anos, foi baleado durante um assalto na padaria em que estava, no bairro Anna Angélica, Zona Norte de Rio Preto. O estabelecimento era do genro da vítima. A ação do criminoso durou poucos segundos, mas deixou marcas na vítima que se recupera, após o trauma vivido.

De acordo com o representante comercial, não houve reação de recusa ao criminoso. No momento em que o suspeito exigiu o colar a vítima tentou retirar em seguida, mas não houve tempo e o bandido atirou em direção a sua boca. “Ele chegou e bateu o revolver no vidro do caixa, meu genro já entregou o dinheiro pra ele, dai ele virou pra mim e falou “dá” a corrente. Eu fui pegar a corrente e ele atirou na minha cara”, conta a vítima.

O projétil atravessou a área nasal da vítima e se alojou na região anterior ao cérebro. De acordo com o médico, foram três horas de cirurgia para a retirada dos estilhaços da bala, alguns fragmentos não foram retirados.

“São vários fragmentos, então a gente tira o que é possível durante a cirurgia. Não foi retirado tudo, poucas partes ainda ficaram com os fragmentos. A princípio nossa programação é não fazer mais cirurgia, pode ser que algum fragmento saia pela cavidade nasal, ou precisamos fazer retorque no nariz e já nos dentes terá que ser feito uma reabilitação dentária”, conta o cirurgião plástico, Daniel Longhi.

O circuito de monitoramento da padaria registrou toda a ação criminosa, as imagens foram entregues à equipe Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

De acordo com a família, a padaria foi assaltada cinco vezes. A insegurança e o medo de continuar no local de trabalho aumentaram após os momentos de aflições vividos. “Eu já fui assaltada na padaria, mas não chegaram atirar me ameaçaram com a arma e fugiram com o dinheiro. Não podemos parar de trabalhar, a gente tem que pagar imposto, os criminosos não pagam”, conta Elisandra Pereira Souza, filha da vítima.
De acordo com a equipe médica, a recuperação da vítima será em média 45 dias, inicialmente com alimentação líquida. A família, inconformada com a situação, pede o auxílio da justiça.

“Nenhum direitos humanos vieram ver meu pai e sabe por quê? Porque ele paga imposto, é uma pessoa do bem, trabalhador, honesto. Porque se fosse bandido aqui, teria direitos humanos aqui. Cidadão tem que ficar preso e bandido tem que ficar solto fazendo o que quer”, finaliza Souza.

 

Por Mariane Dias

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