Rio Preto: Valorizados, cursos técnicos tem empregabilidade alta

Além do conhecimento técnico, mercado busca profissionais proativos, com capacidade para solucionar problemas e potencializar o trabalho da equipe.

No mercado de trabalho atual, enquanto sobram candidatos com formação superior generalista, faltam técnicos e tecnólogos especializados. Segundo analistas, não há duvida de que será preciso equilibrar essa equação para evitar um colapso em setores importantes da economia por falta de profissionais qualificados.

Para profissionais com inclinação às carreiras técnicas, seja para ocupações de técnico de nível médio ou de nível superior, os chamados tecnólogos, o momento não poderia ser melhor. A vantagem para quem segue por esse caminho é chegar cedo e qualificado ao mercado de trabalho. Segundo o diretor da Escola Técnica, a Etec Philadelpho Gouvêa Netto, Willians Pizolato, o índice de empregabilidade dos egressos da instituição é de 90%.

“Oferecemos 16 cursos técnicos, tanto no período integral, quanto no noturno. Hoje temos aproximadamente 1.800 alunos que se destacam pelo ensino prático e em curto espaço de tempo, com duração que varia de 18 a 24 meses. Além disso, temos os cursos integrados ao ensino médio, quando o aluno sai do 9º ano, presta o Vestibulinho e entra em um dos cursos oferecidos em período integral. Ele passa os três anos estudando e faz a parte profissionalizante, em um único curso. Esse tempo é um ganho que, além de ganho, tem a contextualização do que é desenvolvido em sala de aula”, explicou ele.

De 2016 para 2017, o aumento da demanda dos cursos da Etec foi de 72%. Os cursos mais procurados foram o de enfermagem (8,9 candidatos por vaga), informática (8 candidatos por vaga) e técnico de edificações.

Outra oferta da Etec vem de uma parceria com a Prefeitura e também com o Sebrae. Os candidatos participam de cursos de qualificação básica de maquiador e encanador. 90% dos candidatos para o curso de encanador, segundo Willians, já saem empregados.

“Já formamos uma média de 120 pessoas nestes cursos, que variam entre 60 e 100 horas, que duram em média 15 dias. A grande maioria procura o curso desempregado e mais de 90% terminam os cursos rápidos já empregados”, ressaltou.

Pensando neste mercado, ontem, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, foi em São Paulo, pela diretora superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, responsável pelas ETEC’s e Fatec’s do Estado de São Paulo.

Na ocasião, o prefeito entregou à diretora um ofício solicitando a instalação de uma unidade da Escola Técnica na região norte de Rio Preto.

Segundo Willians, os cursos nessa região devem funcionar com classes descentralizadas.
“A parte administrativa permanece na sede e lá funcionam os cursos de período noturno, utilizando uma escola que tenha períodos de ociosidade. Isso gera economia de recursos na parte administrativa e permite que a gente esteja mais próximo da comunidade que precisa do atendimento”, relatou.

Uma reunião deverá acontecer nos próximos dias entre a Prefeitura e a Diretoria da Etec Philadelpho Gouvêa Netto.

 

Por Jaqueline Barros

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