Rio Preto tem boa qualidade do ar e manutenção depende da população

Segundo a Cetesb, a qualidade do ar da cidade é boa

Em Rio Preto, a Cetesb tem uma estação automática que monitora a qualidade do ar na cidade diariamente. O índice de quantidade de partículas inaláveis não ultrapassa os 40 µg/m3, o que coloca o município com um dos que apresenta uma boa qualidade do ar. Ao longo dos anos, a cidade tem mantido a média de 34 µg/m3 (micrograma por metros cúbicos).

De acordo com Lúcia Guardani, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, Rio Preto tem crescido, mas nenhum problema em relação a qualidade do ar foi apresentado. “Olhando as médias por meio dos relatórios, nós vemos que a cidade realmente não é uma cidade de preocupação. Embora seja uma cidade grande para a região, não vejo nenhum problema de poluição para partícula. O que a gente percebe é que tem um ar bem tranquilo em São José do Rio Preto”, pontua Lúcia.

Segundo a gerente, quando analisado a quantidade de material particulado (MP), o município se encontra dentro do padrão de qualidade, apresentando um ar de qualidade para a população.

“Se formos olhar a cidade, estamos vendo que a cidade está bem na foto. O material particulado, (MP10) que a gente chama, nós vamos acompanhando as médias e não ultrapassam o padrão de qualidade. Se você não ultrapassa o padrão, você protege a população de poluentes que realmente causam danos à saúde”, explica.

Em Rio Preto, embora tenha uma concentração baixa de poluentes atmosféricos, alguns poluentes são encontrados, principalmente as partículas inaláveis, que são fuligens, materiais de queima de combustíveis, poeira fina e principalmente queima de combustível fóssil.

“Essas partículas são muito finas e ficam na atmosfera por muito tempo e as pessoas acabam respirando essas partículas que causam incômodo e, às vezes, uma preocupação para quem tem problema respiratório”, destaca Lúcia.

Diante disso, a gerente ressalta que a manutenção da qualidade do ar depende muita da população. O governo desenvolve ações para reduzir o nível de poluição do ar, mas os cidadãos também precisam fazer a sua parte para diminuir a poluição ou manter a qualidade do ar.

“A gente, como cidadãos, deveria pensar um pouco com relação à poluição do ar. Ela é educação ambiental também. As nossas ações individuais, deixando o carro em casa, usando o transporte coletivo ou alternativo, fazem com que diminua a carga de poluição. O veículo é uma fonte de emissão. Se a gente deixa esse veículo em casa, nós estamos contribuindo com a melhoria da qualidade do ar”, complementa.

Embora Rio Preto mantenha uma boa qualidade do ar, um dos grande vilões com relação a essa qualidade é a queimada. De acordo com o coronel Carlos Lamin, coordenador da Defesa Civil, os principais casos de queimadas que envolvem a região são as queimas criminosas de vegetação, principalmente de grandes áreas verdes, e os focos de incêndio em terreno baldio ou lixo doméstico.

“Em toda queima existe a eliminação de materiais particulados MP. E os principais são o MP2 e o MP10, considerados pela Organização Mundial da Saúde, substâncias muitos tóxicas e até causadoras de câncer. Para você ter uma ideia, a OMS diz que no mundo 7 milhões de pessoas morrem prematuramente em virtude da poluição do ar”, explica Lamin.

Como lembra o coronel, a maioria dos incêndios é causada pelo fator humano, seja colocando fogo em terreno baldio ou lixos domésticos, ou ainda jogando bitucas de cigarros no ambiente. A inconsequência gera comprometimento da saúde respiratória da população. “Os principais afetados são: primeiramente as crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias”, informa Lamin.

O coronel lembra que o município, por meio de diferentes setores, realiza ações de conscientização da população e também trabalha ativamente no combate a focos de incêndio. No entanto, a conscientização da população é importante nesse sentido.

“Quem coloca fogo está se prejudicando, pois vai respirar aquele ar poluído. Ele muitas vezes não tem consciência que esse material particulado pode causar câncer, como o de bexiga e outros. Isso já foi comprovado cientificamente, logo a queimada é um crime”, explica.

Por fim, a gerente da Divisão de Qualidade do Ar convida a população a acompanhar a qualidade do ar de Rio Preto por meio do site da Cetesb (www.cetesb.sp.gov.br).

“A população pode consultar a página. A nossa estação é uma estação de saúde pública. O que a gente faz pela qualidade do ar é para proteger a saúde dos cidadãos”, finaliza Lúcia.

Por Leandro BRITO

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