Rio Preto tem 51% a menos de chuva, comparado com o início de 2017

Com o período de estiagem, a cidade de Rio Preto já começa a sentir os efeitos da falta de chuva, sendo que de acordo com os dados da Defesa Civil do município, há mais de 20 dias não chove pela cidade, mesmo que não seja tanto tempo, já é o suficiente para trazer efeitos negativos, principalmente para a saúde. O último registro de precipitação em Rio Preto foi no dia 19 de maio.

Diante desses dados, neste ano os índices de chuvas mensais da cidade já estão 43% abaixo da média histórica, com 320 milímetros a menos de chuva. Até maio deste ano já choveu 429 milímetros em Rio Preto, o que também contabiliza 51% abaixo do registrado no ano passado (876 mm), sendo 447 milímetros a menos.

Com a secura do tempo a qualidade do ar que respiramos também cai, o que predispõe o surgimento de problemas, principalmente respiratórios. As crianças e os idosos são os primeiros a sentirem esse efeito. Segundo informações do site da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a população rio-pretense está respirando um ar com concentração média diária de 47 microgramas de Material Particulado MP 10 por metro cúbico do ar, o que qualifica a qualidade do nosso ar como moderada.

As pessoas com doenças respiratórias podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço e o indicado é que quem possui doenças cardíacas ou pulmonares, procurem reduzir esforço pesado ao ar livre.

Com a falta de chuva, é necessária a colaboração por parte da população até mesmo para evitar os incêndios propositais, o que colabora com a piora da qualidade do ar. “Nesse ano tivemos uma pré-estiagem. A chuva cessou um pouco mais cedo e, por isso, é fundamental a colaboração de todos”, alertou o diretor da Defesa Civil, Carlos Lamin.

Segundo o diretor, o principal vilão nessa época do ano são as bitucas de cigarro atiradas por pedestres e motoristas em áreas de vegetação seca. “As pessoas que fumam precisam andar com cinzeiros ou copinhos com água para armazenar as pontas de cigarros”, finalizou.

 

Por Priscila CARVALHO

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