Rio Preto: Saúde e Unirp debatem sobre a leishmaniose canina

GERENTE DA VIGIÃNCIA AMBIENTAL - Abner Alves. Foto Guilherme Batista

Uma parceria entre a Secretaria de Saúde de Rio Preto e a faculdade Unirp promoveu na noite de ontem o simpósio sobre a leishmaniose canina, que debateu sobre os desafios da prevenção e o controle na saúde. O evento contou com palestras e foi finalizado com uma mesa de debates, na qual participaram a médica sanitarista da vigilância epidemiológica de Rio Preto, Silvia Helena Necchi; a diretora do Bem-Estar Animal, Karol Prado, e o gerente da Vigilância Ambiental do município, Abner Alves.

De acordo com Abner Alves, a ideia inicial de realizar o simpósio partiu do Centro de Controle de Zoonoses e a intenção do evento é fomentar na região a discussão sobre a leishmaniose. “Diversos municípios já encontraram o vetor, inclusive em Rio Preto, que tem o mosquito presente na cidade e temos cães positivos no município. Não temos ainda o registro de casos humanos e é exatamente isso que a gente quer evitar”, comentou o gerente da Vigilância Ambiental de Rio Preto.
Neste ano, Rio Preto já registrou 32 casos de leishmaniose canina, contra 42 durante 2016. Os casos positivos são encontrados em áreas periurbanas (limite entre área urbana e rural). “Existe o estigma, o pensamento coletivo da própria sociedade, de que a resposta para a leishmaniose é a eutanásia de animais e não é. Na verdade os estudos mais recentes apontam que o manejo ambiental é a maneira mais eficaz de se trabalhar essa questão”.

De acordo com o levantamento sorológico realizado pela cidade no ano passado, menos de 0,25% dos cães têm a doença. “As ações de combate e prevenção à leishmaniose já acontecem na rotina, com o manejo ambiental, limpeza de locais onde foi detectada a presença do mosquito vetor ou até mesmo o cão positivo”, concluiu Alves.

Por Priscila CARVALHO

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS