Rio Preto recebe mobilização pelo fim da violência contra as mulheres

Será realizada uma caminhada neste domingo (08/12) com os participantes vestindo laranja, a cor dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra a Mulher, promove neste domingo, 08 de dezembro, a 3ª Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O evento tem início às 9 horas, com saída do Mercado Municipal de Rio Preto – Rua Antônio de Godoy, 3048, Centro.

A caminhada irá percorrer as ruas Silva Jardim e XV de Novembro e em seguida retornar para o Mercado Municipal. Ao todo, mais de 20 cidades do país e também do exterior participam desta grande mobilização pelo fim da violência contra as mulheres.

Segundo dados do último Atlas da Violência, do IPEA de 2017, entre 2007 e 2017 houve aumento de 20,7% na taxa nacional de homicídio de mulheres, quando a mesma passou de 3,9 para 4,7 mulheres assassinadas por grupo de 100 mil mulheres.

Em 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência – física, sexual, psicológica e de outros tipos -, contra as mulheres em que as vítimas sobreviveram, segundo o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com o órgão, estupros coletivos contra mulheres foram 3.837 em 2018; a cada quatro minutos, uma mulher é agredida.

“Não podemos mais aceitar que o Brasil ocupe o 5º lugar nesse triste ranking mundial do feminicídio, em que uma mulher é morta a cada duas horas e em que há um estupro a cada 11 minutos. Temos que mudar essa realidade urgente, é a união de todos e todas por uma causa global”, afirma Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil.

Os participantes da caminhada estarão vestindo laranja, a cor dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” – uma campanha internacional, apoiada pela ONU Mulheres, que consiste em uma mobilização global da sociedade civil em torno desse propósito.

No Brasil, a mobilização terá duração de 21 anos, tendo iniciado em 20 de novembro, no Dia Nacional da Consciência Negra, pelo fato de mulheres negras serem maioria entre as vítimas da violência, e se encerra em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

“Já tivemos grandes avanços com a Lei Maria da Penha e as delegacias da mulher, mas ainda temos muito a fazer para garantir uma assistência adequada às vítimas de violência, lutando por legislações favoráveis a elas, detectando os casos e recuperando os agressores, por exemplo. Essa campanha de conscientização é uma grande ação, pois chama a atenção de toda a sociedade para um problema que diz respeito a todos nós”, afirma Elizabete Scheybmayr, uma das líderes do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher.

Da Reportagem

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