Rio Preto: Promotor de vendas que guardava 30 tijolos de maconha no Jockey é condenado

ARQUIVO/DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL: Promotor de vendas que mantinha uma chácara para guardar 37 kg de maconha é condenado a 05 anos por tráfico de drogas.
Investigações da Polícia Civil apontaram que dentro de uma propriedade localizada na Estancia Jockey Club havia 37 kg de maconha.

A Justiça de Rio Preto condenou a 05 ano e 10 meses o promotor de vendas Cristiano Pereira Ignácio de 29 anos que, numa tarde do dia 29 de novembro de 2017 ao entrar em uma chácara localizada na Estância Jockey Clube, foi preso por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG/DISE) acusado de tráfico. Na residência dele foram apreendidos 30 tijolos de maconha e utensílios para empacotar e revender o ilícito. A sentença foi dada pelo juiz Eduardo Garcia Albuquerque, da 3º Vara Criminal do Foro Central da cidade nesta quarta-feira (02).

Segundo uma denúncia que chegou aos ouvidos dos investigadores a propriedade que fica a rua João Benhossi era usada para revender e guardar além do entorpecente, três balanças de precisão, dois rolos de filme plástico usado no processo de embalagem e um par de facas sujas de maconha.

Ao longo das investigações e descoberta da chácara a Polícia montou uma campana a espera de Pereira momento em que chegava a moradia dirigindo um Gol preto; ao entrar na cozinha, pegou a faca, quando estava cortando uma das barras foi surpreendido pela polícia lhe dando voz de prisão.

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Em depoimento ao juiz um dos policiais disse que ainda na fase policial o condenado assumiu que havia comprado os 37 quilos do entorpecente por R$ 10 mil de outra pessoa que também vivia no terreno, o “Loco”, e que alguns pedaços de maconha já haviam sido vendidos anteriormente.

Em audiência do processo o réu mudou a versão afirmando que armazenava a droga dentro de casa por conta de dividas com traficantes, era usuário não pagou os R$ 2 mil. Disse que história contada na DIG é fruto de ameaças enquanto esteve preso e que assinou o interrogatório, sem ler.

LUCRO FÁCIL

Fora o testemunho dos policiais civis que fizeram a prisão do rapaz condenação foi embasada em documentos de prisão, boletim de ocorrência, laudos do IC (Instituto de Criminalística) para comprovação da substancia e objetos apreendidos.

Para o magistrado, ‘Policiais, civis, militares ou federais, são agentes públicos e, por isso, os seus relatos são dignos de credibilidade, constituindo, quando seguros e coerentes’.

“Tem-se a confissão do acusado, o qual narra com riqueza de detalhes a empreitada criminosa, demonstrando plena consciência dos ilícitos cometidos, bem como a apreensão da expressiva quantidade de substância entorpecente. Assim, de rigor a condenação do acusado nas penas do artigo 33, ‘caput’, da Lei n. 11.343/06”. Sentenciou o juiz Albuquerque.

A casa onde onde 30 tijolos de maconha estavam escondidos fica na Estância Jockey Club.

A reportagem do DHOJE não conseguiu um contato com os advogados que cuidam do caso, Priscila Dosualdo Furlaneto e Diego Carretero, para comentar se vão recorrer do decreto condenatório no Tribunal em São Paulo. O regime inicial para o cumprimento da pena por tráfico de drogas será o fechado, Cristiano não possui outras passagens e está recolhido ao Centro de Detenção Provisória de Rio Preto.

“Ademais, a elevada quantidade de drogas demonstra que o réu intentava obter lucro fácil e elevado com a venda do entorpecente, o que torna sua conduta incompatível com o privilégio legal”. Finalizou o juiz. Fora a privação de liberdade ele também terá de pagar uma multa equivalente a 30 salários mínimos.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 14h18.

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