Rio Preto: Preço da gasolina pode chegar a R$ 5 até o fim deste ano

Afirmação é do presidente do Sincopetro de Rio Preto, Roberto Uehara. Com os aumentos repassados pela Petrobras e devido ao período de entressafra, o valor do combustível vai aumentar ainda mais em Rio Preto

No meio desta semana, o rio-pretense acordou assustado ao ver os novos preços do etanol e da gasolina nas bombas de combustíveis da cidade.
Da média de R$ 2,53, o etanol subiu para R$ 2,99. Já a gasolina, que era encontrada por até R$ 3,83, ultrapassou pela primeira vez a casa dos R$ 4 e está sendo vendida até por R$ 4,19.
Porém, o que mais deixou os rio-pretenses revoltados foi a informação do presidente do Sincopetro de Rio Preto, Roberto Uehara, de que, em relação a gasolina, a cada litro abastecido R$ 3 são só de impostos embutidos no combustível.
“É uma vergonha. Um absurdo. O gasto que era R$ 36 para encher o tanque, agora está quase R$ 50”, disse o supervisor Leonardo Cristiano Faria, 30 anos, que usa sua moto para o trabalho todos os dias. “O pior é que eu recebo um aluguel por trabalhar de moto, mas o chefe não quer nem saber de aumentar o aluguel. Estou fazendo um bico de noite para compensar”, afirmou.

Segundo o presidente do Sincopetro, Roberto Uehara, o motivo do aumento, anunciado pela Petrobras, foi a alta do dólar. “Em novembro já tivemos quatro altas. De seis de outubro até seis de novembro foram 10 altas. Então, tivemos um acumulado de 19%, e foi repassado somente 5% para as bombas. Nós sabemos que toda ata é prejudicial, porque vendemos menos. Os postos vão ser fadados à falência”, explicou Uehara, que também adiantou que novos aumentos devem surgir até o final do ano, quando a gasolina deve chegar a quase R$ 5.
“O barril do petróleo está prestes a estourar e bater na casa dos $ 70. Se chegar nesse valor teremos uma nova alta. Até o final do ano devemos chegar quase a R$ 5. Em estados como Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a gasolina já está na casa dos R$ 4,57”, disse.
Questionado sobre se até os donos dos postos e frentistas estão com vergonha de colocar os novos valores e até, em alguns casos, escondendo os preços para não serem fotografados, como na reportagem do Jornal DHoje, o presidente do Sincopetro diz que os postos estão passando por situações financeiras muito difíceis e que o sentimento de preocupação deixa os funcionários receosos.

“O grande vilão é a parcela muito grande de tributos que são embutidos nos combustíveis. Em um tanque cheio, mais de 58% são tributos, ou seja, você acaba pagando R$ 3 por litro em impostos”, finalizou.

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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