Rio Preto: Polícia prende suspeitos envolvidos no crime que matou advogado

A equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu no último sábado (19), dois homens envolvidos no crime que matou o advogado José Arthur Vanzella Seba, no dia 19 de julho deste ano, em um loteamento na região norte de Rio Preto.

Durante coletiva, na manhã desta segunda-feira (21), o delegado que investiga o caso, Wander Luciano Solgon, contou que durante as investigações descobriu ligações telefônicas do sócio da vítima Cláudio Yuri Baptista com um suposto matador de aluguel, Keyssel Eduardo de Oliveira de 39 anos, conhecido como “boiadeiro”.

A Polícia Civil chegou a conclusão da participação do sócio após depoimentos feitos por ele durante as investigações do caso.

“As provas de investigações apontaram uma série de divergências no depoimento inicial do sócio Cláudio Yuri, por isso, ele foi investigado com mais cuidado e descobriu-se uma série de ligações telefônicas entre ele e o boiadeiro na data anterior ao homicídio, com base nisso apresentamos a prisão dos dois”, conta o delegado Wander Solgon.

De acordo com a Polícia Civil, Keyssel Eduardo negou a participação no crime e Cláudio Yuri admitiu que contratou Keyssel a pedido da vítima que precisava do serviço para cobrar uma dívida.

“Na versão do Yuri, o homicídio aconteceu porque eles marcaram um encontro no local do fato e após uma discussão por valores entre a vítima e o boiadeiro. Porém, essa versão não tem sustentação em nenhuma das provas que temos. Acreditamos ser uma versão para se justificar que ele não teve nenhuma participação como mandante do fato”, afirma Solgon.

De acordo com a Polícia Civil, na versão do sócio Cláudio Yuri, na suposta negociação Keyssel teria pedido ao advogado R$ 50 mil, a vítima teria oferecido  R$ 40 mil e por não chegarem a um acordo aconteceu o homicídio.

A Polícia vai continuar as investigações para concluir o que de fato teria motivado o crime. Os dois homens estão presos temporariamente por 30 dias.  Os laudos periciais do local do crime ainda não foram concluídos.

Por Mariane Dias

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS