Rio Preto: Pedreiro é condenado a 33 anos de prisão por estrangulamento de idoso

GUILHERME RAMOS/DHOJE - 18/03/18: Maioria de votos condenou pedreiro, Evandro Maurício dos Santos, a 33 anos, sete meses e 29 dias de prisão em regime inicial fechado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do idoso Osvaldo Aparecido Dorta de 68 anos, em abril de 2016.

O Tribunal do Júri da 5º Vara Criminal de Rio Preto-SP condenou no final da noite desta terça-feira (13) por maioria de votos o pedreiro, Evandro Maurício dos Santos, a 33 anos, sete meses e 29 dias de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato do idoso Osvaldo Aparecido Dorta de 68 anos.

Ele morreu estrangulado com um pedaço fio elétrico em abril de 2016 numa plantação de cana que fica numa estrada rural na região do distrito de Talhado. Evandro também foi condenado por ocultação de cadáver e já cumpria pena por outros crimes, entre os quais posse de arma e roubo.

O juiz Cristiano Mikhail entendeu com base nos votos do júri popular formado com sete pessoas, cinco homens e duas mulheres, que crime de homicídio triplamente qualificado foi cometido pelo réu por motivo torpe, vingança e que ação com uso de instrumento de tortura dificultou a defesa pela vítima.

“Eu peço desculpas, perdão, foi um momento meu, tenho família, religião eu peço perdão para vocês”. Disse Maurício chorando em depoimento no plenário durante audiência que durou cerca de quatro horas no salão 101 do Tribunal José Jorge Junior no Fórum do município.

Para o promotor responsável pela acusação, Marco Antônio Lelis Moreira, que ficou incomodado com as alegações do réu, afirmando que a cena foi estrategicamente usada com a intenção de ser absolvido no crime, “Um homem envolvido em roubo, tráfico, assaltos, fico a imaginar a dor dos filhos da vítima, Polícia conseguiu elucidar este caso graças a própria inteligência dos policiais”. Sustentou o criminalista Antônio Lelis durante os debates.

Ao longo das alegações o filho do preso por pouco não foi retirado da sala de audiências pela Polícia Militar, ao questionar o Ministério Público que chamou o réu de vagabundo, o presidente da sessão teve de intervir e o ânimos se acalmaram.

Já a defesa manteve a narrativa de que cliente matou o idoso, no entanto o crime analisado é ‘democrático’ e faz parte da natureza humana, ressaltando casos de homicídios passionais semelhantes a exemplo um advogado em Fernandópolis-SP, “Ele cometeu sim o crime, mas não há provas de que ele [Evandro] desde o começo premeditou”. Defendeu o advogado Rogério Pepiso Campanholo.

Três testemunhas foram intimadas a depor na história, um policial civil, ex-mulher do réu e o filho da vítima, G.T.D, “Queria que ele pegasse quarenta anos”, comentou o descendente da vítima antes da leitura da sentença.

A HISTÓRIA

Evandro mantinha um relacionamento cercado de brigas com C.A.B.P, no dia 02 de abril após uma nova discussão por conta de uma construção e a suspeita de que a mulher do réu teria um caso extraconjugal com a vítima.

Na rua, Evandro encontrou a vítima e juntos foram de carro, uma Saveiro, até o local do crime, na sequência, ele obrigou o idoso a tirar a roupa dizendo que era para ele seguir a pé, quando o acusado abaixou para pegar as roupas foi empurrado pela vítima, houve um confronto, Evandro com pedaço de fio elétrico asfixiou Osvaldo deixando-o no próprio local e disse não saber se o homem havia falecido, no decorrer do inquérito policial ele também levou os policiais até o ambiente da morte de Aparecido.

O corpo já em decomposição, foi localizado cinco meses depois quando o filho de Osvaldo denunciou o desaparecimento do pai na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Na época o condenado confessou o crime, porém no julgamento apresentou uma versão diferente.

A decisão ainda cabe recurso pela defesa em outras instâncias superiores de justiça, algemado pelas mãos e pés vestindo o macacão do sistema prisional ele permaneceu ao tempo todo pensativo e com a cabeça baixa. O Ministério Público não informou se vai recorrer para aumentar a pena.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 22h06.

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS