Rio Preto: Parcelamento pode ser a salvação da Santa Casa, diz provedor

Na última terça-feira, a Secretaria da Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicaram a portaria que cria uma nova oportunidade para que Santas Casas de Misericórdia e outras entidades do setor de saúde possam conseguir uma moratória por 15 anos de suas dívidas tributárias e previdenciárias.

Já conversamos com a Caixa Econômica Federal e nos pediram para aguardar uns 15, 20 dias para ter uma resposta. Precisamos saber qual a regra, o juro, se é um juro que vale a pena, ou não, ou se só prolongaremos a nossa dívida

A notícia do possível adiamento do prazo de quitação da dívida foi recebida com bons olhos pelo provedor da Santa Casa de Rio Preto, Nadim Cury. Porém, ele ressalta que precisa estudar se o negócio será bom ou não para o hospital.
“Já conversamos com a Caixa Econômica Federal e nos pediram para aguardar uns 15, 20 dias para ter uma resposta. Precisamos saber qual a regra, o juro, se é um juro que vale a pena, ou não, ou se só prolongaremos a nossa dívida”, explicou Nadim Cury.
Atualmente a dívida da Santa Casa de Rio Preto, segundo o provedor do hospital, é de R$ 38 milhões. Caso entre no Programa de Financiamento Preferencial às Instituições Filantrópicas e Sem Fins Lucrativos (Pró-Santas Casas), a Santa Casa terá 15 anos para quitar todo esse valor, além de poder investir em outras áreas.
“Apesar da dívida, estamos com tudo dia. Se for um bom negócio, será a salvação para a Santa Casa. Aí poderemos fazer caixa, investir em mais obras e mais leitos para o hospital”, afirmou Nadim Cury, que lembrou que só aceitará o acordo desde que seja bom para o hospital. “É muito interessante, mas quero primeiro ver a realidade desse negócio”, finalizou.

Por – Marcelo SCHAFFAUSER

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